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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2024

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Conflitos de gerações nas empresas: compreendendo as diferenças e investindo em liderança humanizada

Um dos grandes desafios das empresas nos dias de hoje é integrar os profissionais mais antigos à chamada nova geração

Wagner Baroni
Por Wagner Baroni
Conflitos de gerações nas empresas: compreendendo as diferenças e investindo em liderança humanizada
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O mundo corporativo sempre foi um ambiente repleto de dinamismo e evolução, moldado pelas constantes mudanças sociais, tecnológicas e culturais. Nas últimas décadas, diferentes gerações têm entrado no mercado de trabalho, cada uma com características, valores e expectativas distintas. E o choque entre épocas pode gerar conflitos nas empresas, impactando negativamente o ambiente de trabalho e a produtividade.

 

Um dos principais desafios enfrentados pelas organizações hoje em dia é a integração de profissionais mais antigos, com experiência e conhecimento consolidados, à nova geração, representada pelos jovens talentos que cresceram em meio a avanços tecnológicos e que vivem em um mundo de imediatismo e conexões instantâneas.

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Essas diferenças vão além das preferências culturais e estilo de vida, e também se manifestam nas atitudes e comportamentos no ambiente de trabalho. Os profissionais mais experientes podem ter dificuldade em compreender os hábitos das gerações mais jovens, como a necessidade constante de feedback, o uso intenso das redes sociais e a busca por um propósito maior no trabalho.

 

Por outro lado, os mais jovens podem perceber seus colegas mais velhos como resistentes à mudanças, desatualizados em relação às novas tecnologias e pouco abertos à inovação.

 

Essa falta de compreensão mútua pode gerar conflitos, atritos e um ambiente de trabalho pouco harmonioso, resultando em perdas significativas na produtividade e na retenção de talentos. 

 

Uma pesquisa do Instituto Gallup aponta que 70% dos pedidos de demissão pelos colaboradores no Brasil são motivados por problemas com a liderança. O estudo indica, ainda, que esse é um problema global, com países como Estados Unidos e Europa apresentando uma média de 50% de influência dos líderes.

 

O levantamento da plataforma de empregos INDEED confirma os dados: uma pesquisa para 500 profissionais mostrou os mesmos 70% de influência da liderança tanto para pedidos de demissão quanto para engajamento dos profissionais. A pesquisa apontou que os profissionais ouvidos tinham preferência por líderes que colaboram com seu crescimento pessoal e profissional, além do seu bem-estar e ambiente saudável no trabalho.

 

Os índices comprovam que, mais do que se comunicar de forma assertiva, é fundamental em um ambiente de trabalho saber ouvir. “Quando você ouve, consegue entender como atender a expectativa do outro, o que ele precisa e quer de você. Por isso o líder, além de ter uma comunicação clara e assertiva, também tem que ser empático e saber ouvir”, explica o empresário e mentor em Comunicação e Liderança, Wagner Baroni. 

 

Para Wagner Baroni, é importante considerar que as diferenças entre gerações não devem ser vistas como obstáculos, mas sim como oportunidades para o crescimento e aprendizado de todos. “O colaborador também deve estar aberto ao diálogo e entender a posição do líder, e que esse gestor lida com várias situações e pessoas ao mesmo tempo”, completa. 

 

As principais diferenças entre as gerações

 

Para compreender as diferenças - e tensões - que existem entre as gerações, é importante analisar as principais características que as definem:

Geração Baby Boomer (nascidos entre 1946 e 1964): profissionais que cresceram em uma época de desenvolvimento econômico, estabilidade e valores tradicionais. Tendem a valorizar a lealdade à empresa, têm uma abordagem mais hierárquica e preferem a comunicação presencial; Geração X (nascidos entre 1965 e 1980): conhecidos como "ponte" entre as gerações, muitos cresceram em meio a grandes avanços tecnológicos. São independentes, valorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional e prezam pela autonomia; Geração Y (nascidos entre 1981 e 1996): também chamados de Millennials, cresceram com a tecnologia e a internet. São criativos, buscam propósito no trabalho, têm flexibilidade e apreciam a liberdade de horários e espaços de trabalho; Geração Z (nascidos após 1997): os mais jovens no mercado de trabalho, cresceram em um mundo altamente conectado. São multitarefas, preferem a comunicação digital, buscam rapidez nas respostas e valorizam a diversidade e a inclusão.

 

Hoje, a maioria dos profissionais no mercado de trabalho é composta por líderes das gerações Baby Boomers e X, na faixa etária dos 40 até os 60 anos. Por outro lado, temos ingressando no mercado profissionais das gerações Y e Z, que têm entre 20 e 30 anos”, ressalta Baroni. 

 

Enquanto uma geração valoriza mais a estabilidade no emprego e uma abordagem mais hierárquica, outra se destaca pela busca de propósitos e flexibilidade, por exemplo. Essas diferenças de comportamentos pode gerar preconceitos e estereótipos, como "os mais jovens são preguiçosos" ou "os mais velhos são resistentes à mudança", contribuindo para conflitos no ambiente de trabalho.

 

Essas gerações conflitam na forma de se comunicar, tanto nas relações entre pessoas como através das tecnologias. Enquanto a geração atual cresceu em um mundo digital, líderes de gerações anteriores podem não estar tão familiarizados ou confortáveis com as últimas tecnologias e preferem métodos de comunicação tradicionais”, complementa Wagner Baroni.

 

A ascensão das novas gerações no mercado de trabalho trouxe consigo uma série de mudanças nas empresas, moldando a cultura organizacional e a forma como os negócios são conduzidos. 

 

Alguns dos principais pontos de mudança entre essas gerações incluem:

Flexibilidade e autonomia: as novas gerações valorizam a flexibilidade nos horários de trabalho e a autonomia para tomar decisões. Empresas modernas têm se adaptado a essas demandas, implementando horários flexíveis e permitindo que os colaboradores trabalhem de qualquer lugar; Tecnologia e inovação: as mudanças tecnológicas revolucionaram a forma como as empresas operam e se comunicam. As organizações que não se adaptarem a essas inovações podem perder talentos para empresas mais tecnologicamente avançadas; Propósito e impacto social: as novas gerações buscam trabalhar em empresas que estejam alinhadas com seus valores pessoais e que promovam impacto social positivo. Organizações com missões claras e preocupação com a responsabilidade social têm se destacado; Diversidade e inclusão: gerações mais jovens têm maior consciência da importância da diversidade e inclusão no ambiente de trabalho. Empresas que promovem a diversidade em seus quadros têm maior capacidade de atrair talentos diversos e melhorar a criatividade e inovação.

 

As gerações Y e Z representam, atualmente, a maior força de trabalho global - e essa proporção só tende a aumentar nas próximas décadas. 

Dentre os pontos defendidos pelos trabalhadores dessas gerações estão a valorização da flexibilidade no trabalho - os profissionais consideram esse fator como um dos principais na escolha de um empregador -, busca por feedbacks constantes, reconhecimento pelo trabalho realizado e ética como algo essencial em uma empresa, capaz de pesar na decisão de ingressar ou permanecer em um emprego.

Conflito de gerações: transformando divergências em oportunidades

O conflito entre colaboradores de diferentes gerações pode criar um ambiente de trabalho desmotivador e pouco harmonioso, impactando a cultura organizacional e a satisfação dos profissionais. No entanto, esse comportamento não precisa ser visto como algo negativo. Pelo contrário, ao compreender as diferentes perspectivas e habilidades trazidas por cada geração, as empresas podem transformar essas divergências em um ambiente enriquecedor e produtivo.

 

Mentor em Comunicação e Liderança, Wagner Baroni 

destaca a importância de investimento em gestão cada vez mais 

humanizada para o sucesso das empresas

 

Para o mentor em Comunicação e Liderança, Wagner Baroni, a gestão humanizada é fundamental para alcançar essa integração. “É preciso entender que uma empresa não é construída apenas por paredes, mas por pessoas. E a comunicação assertiva é essencial para engajar, melhorar a performance e motivar um time”, afirma. 

 

Segundo ele, falar de forma assertiva significa dizer o que é preciso de forma clara, para que a outra pessoa entenda, sem ruídos. É preciso também saber o momento mais adequado para falar e, principalmente, a forma adequada e o lugar. “Elogio se dá em público, feedback de desenvolvimento se dá no particular”, afirma. 

 

O especialista destaca que uma empresa com líderes e colaboradores que se comunicam de forma direta reduz as chances de conflitos, retrabalho, desmotivação e, principalmente, de turnover (rotatividade caracterizada pelo fluxo de entradas e saídas de pessoas em uma organização).

 

Baroni se baseia em princípios de empatia, escuta ativa, reconhecimento e respeito pelas individualidades de cada colaborador como o caminho inicial. Ao adotar uma abordagem humanizada, os gestores conseguem estabelecer conexões mais fortes com suas equipes, fortalecendo os laços e a confiança entre as diferentes gerações. 

 

Fazer uma reunião ou resolver determinado assunto apenas com um e-mail? Dar feedback individual ou passar as percepções em um treinamento?  Adaptar a comunicação à situação mais adequada e estar presente para a equipe quando necessário, disponibilizando tempo para ouvir e interagir com os colaboradores, evita muitos mal-entendidos e contribui para que o líder reforce a mensagem de que se importa com o bem-estar e desenvolvimento de seu time”, diz. 

 

Wagner Baroni complementa que, agindo dessa forma, o líder cria um ambiente aberto, onde as pessoas se sentem à vontade para expressar suas ideias, preocupações, ambições e desafios - fatores primordiais para se ter um ambiente de trabalho saudável e construtivo. 

 

Boa comunicação é bem-vista por líderes e, principalmente, pelos liderados

 

A supervisora de vendas Amanda de Melo Soares, 27, diz que busca entender cada vez mais os diferentes perfis de profissionais em sua equipe para conseguir melhorar os resultados na empresa. A gestão humanizada nos ajuda a entender mais sobre cada pessoa. Antes eu não compreendia o quão importante era saber ouvir cada colaborador, mas depois que entendi, tudo ficou mais fácil”, diz. 

 

Ela afirma que busca não apenas compreender as necessidades de seus colaboradores, mas trabalhar a organização e ambição de cada um. “Faço um acompanhamento mais próximo e facilito as ações com cronogramas e planilhas. Além disso, sempre busco dar feedback para descobrir sonhos e o que mais importa para aquela pessoa”, ensina. 

 

A visão é compartilhada por Thaís Silva de Almeida, 26, que também atua como supervisora em uma empresa de Americana. “A importância em ter uma gestão humanizada é que você se solidariza com o colaborador, mostrando que está ali e que se importa com ele”, afirma. 

 

Quem está na outra ponta também concorda que ter líderes mais próximos e atentos são importantes diferenciais, ainda mais em tempos em que as variações nos perfis dos trabalhadores estão cada vez mais evidentes. 

 

A correspondente bancário Tatiane Macena, 27, teve a experiência de trabalhar em uma equipe com foco em gestão humanizada e sentiu a diferença. “Tinha dificuldades em organização, foco e em me expressar. Vi muita diferença com as abordagens semanais que minha gestora passou a fazer para acompanhar minhas dificuldades. Toda semana era uma reunião só comigo, para ver minha evolução. Pude enxergar o meu potencial e melhorar ainda mais dentro da minha profissão e na empresa”, afirma. 

 

Eu acho importante ter pessoas mais velhas com vivência para nos passar esse conhecimento”, complementa a Geovanna Saavedra, 23, que trabalha em Americana.

 

Liderança tóxica: um mal a ser combatido em todas as gerações

 

Outro ponto destacado pelo mentor em Comunicação e Liderança, Wagner Baroni, para manter a harmonia entre diferentes gerações de profissionais em uma empresa é estabelecer as metas e objetivos da equipe e da companhia. “Cada pessoa deve não apenas saber o que precisa ser feito, mas se está fazendo da forma esperada. As pessoas devem ter clareza sobre suas ações”, orienta.

 

E uma liderança eficaz envolve mais do que aprimorar a comunicação. Também é importante demonstrar empatia, habilidades de resolução de problemas, visão estratégica e apoio aos colaboradores para que se sintam motivados e engajados em suas funções, criando um ambiente de trabalho produtivo e harmonioso, onde a comunicação se torna uma aliada para o crescimento e sucesso da equipe e da empresa como um todo.

 

Um dos fatores mais conflitantes, nesse sentido, é a liderança tóxica. “Infelizmente, em qualquer geração existem líderes tóxicos, que exercem poder de maneira abusiva, intimidando ou desvalorizando seus subordinados”, diz Baroni. 

 

Para o especialista, é importante entender que um líder não conquista respeito fazendo pressão ou impondo ordens, mas sim promovendo bem-estar e crescimento aos seus funcionários. “Liderança não é um cargo, é um estilo de comportamento”, afirma. 

 

Várias gerações, uma só empresa: gestão humanizada é o caminho

 

O cenário econômico do país pode agravar ainda mais o desequilíbrio dentro de uma empresa. Isso porque há profissionais de diferentes gerações esperando uma oportunidade para entrar - ou se recolocar - no mercado de trabalho.

 

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que o Brasil encerrou o primeiro trimestre de 2023 com uma taxa de desocupação de 8,8%, um aumento de 0,9 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. 

 

Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), apesar de taxas ainda altas, o cenário é mais favorável: as 20 cidades concentram a maior redução de desemprego no Estado de São Paulo desde o último trimestre de 2019, segundo dados do Seade, fundação vinculada à Secretaria da Fazenda e Planejamento. O estudo tem como base a PNAD. 

 

O levantamento mostra que a taxa de população desocupada caiu de 12,6% para 6,6% entre aquele intervalo e o primeiro trimestre deste ano. A RMC registrou até março deste ano um total de 1,7 milhão de pessoas com algum tipo de ocupação profissional, enquanto 121 mil integram o bloco de pessoas desocupadas, mas que estão economicamente ativas.

 

E é exatamente para evitar conflitos entre trabalhadores destas gerações, que ainda buscam por uma colocação ou recolocação profissional, que muitas organizações têm investido em profissionais especializados em gestão, que atuam como facilitadores da comunicação, ajudando a superar mal-entendidos e promovendo uma cultura de diálogo aberto e respeitoso.

 

Esses especialistas desenvolvem estratégias não apenas para receber os colaboradores nas empresas, como para incentivar a colaboração e a troca de experiências entre o time, independentemente de suas idades. “Eu sempre indico que as empresas invistam em desenvolvimento de habilidades de comunicação. O aprendizado deve ser contínuo, seja para lidar com o cliente, com o colega de trabalho, com o líder. Saber como se relacionar melhor com as pessoas e, principalmente, consigo mesmo, fazendo a autoliderança e a gestão de suas emoções, faz toda a diferença no momento de pressão e desafio”, explica Baroni.

 

O mentor em Comunicação e Liderança destaca que para superar todos esses conflitos é fundamental que haja empatia, compreensão e abertura ao diálogo entre ambas as partes. Os líderes mais experientes devem reconhecer as habilidades e perspectivas únicas da geração atual, enquanto os colaboradores mais jovens podem aprender com a experiência e sabedoria dos profissionais mais antigos. Além disso, investir em programas e treinamentos de desenvolvimento de liderança e políticas de RH (Recursos Humanos) flexíveis pode ajudar a criar um ambiente de trabalho mais colaborativo e harmonioso para todas as gerações envolvidas”, diz.

 

Integração e colaboração

 

Algumas estratégias para fomentar a integração entre as diferentes gerações incluem:

Programas de mentoria: profissionais mais experientes compartilham seus conhecimentos com os membros mais jovens da equipe, criando uma oportunidade para as gerações se conectarem e aprenderem umas com as outras; Comunicação transparente: criar um ambiente em que todos se sintam à vontade para expressar suas opiniões e preocupações permite que os gestores identifiquem possíveis conflitos e os aborde de maneira proativa; Flexibilidade: oferecer horários flexíveis e opções de trabalho remoto permite que os colaboradores equilibrem suas responsabilidades pessoais e profissionais; Aprendizagem contínua: programas de treinamento e desenvolvimento que atendam às necessidades de todas as gerações incentivam o aprendizado e demonstram que a empresa valoriza o crescimento pessoal e profissional de seus colaboradores.

Um caminho para o futuro

O conflito de gerações nas empresas é uma realidade, mas também uma oportunidade de crescimento e evolução. À medida que as organizações abraçam a diversidade de perspectivas e experiências, elas podem promover a inovação e o crescimento sustentável.

 

A colaboração entre as gerações é um caminho para o sucesso futuro das organizações, permitindo que elas enfrentem os desafios com criatividade e resiliência. Ao valorizar a riqueza de experiências, conhecimentos e perspectivas que cada geração traz consigo, as empresas podem criar um ambiente de trabalho harmonioso e produtivo, onde todos se sintam motivados e engajados.

 

Ao olhar para a jornada evolutiva das corporações, percebe-se que a chave para a prosperidade reside na compreensão mútua e na criação de espaços onde as diversas gerações podem unir forças para alcançar objetivos comuns.

 

E a melhor maneira de enfrentar os desafios é trabalhar de forma conjunta, respeitando as diferenças e construindo um ambiente de trabalho onde a diversidade é celebrada e valorizada.

 

Sobre a Fonte - Wagner Baroni

 

Wagner Baroni é Mentor em Comunicação e Liderança.

 

Gerencia 3 empresas, comanda mais de 56 funcionários. Na área da Gestão Empresarial Wagner agrega conhecimentos e experiências como líder de equipes e gestão de pessoas.

É também Palestrante, Apresentador, Jornalista, Analista comportamental, Master Trainer especialista em comunicação, comportamento e liderança.

 

Possui 30 anos de experiência no mercado, onde atuou em diversos veículos de comunicação em Rádio e TV, como apresentador e diretor no Brasil e Estados Unidos.

Baroni é mentor de profissionais do ramo da comunicação e do entretenimento, além de atuar como Trainer Corporativo e de Instituições de Ensino.

 

Seu conteúdo e influência já atingiram milhares de pessoas que desejam trabalhar sua liderança pessoal e profissional. Organizou eventos para públicos de aproximadamente 1 milhão de pessoas. Já treinou mais de 4 mil alunos no Brasil, Estados Unidos e Europa.

 

Sua missão de vida é propagar que a comunicação é a ferramenta mais poderosa para atrair, convencer, inspirar, motivar e influenciar pessoas.

 

https://www.instagram.com/wagnerbaroni 

 

 

 

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Wagner Baroni é Mentor em Comunicação e Liderança.

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