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Coordenadoria responde sobre funcionamento da Estratégia de Saúde da Família 

Centenas de pessoas procuram e recebem atendimento nos equipamentos públicos de Estratégia de Saúde da Família (ESF).

Coordenadoria responde sobre funcionamento da Estratégia de Saúde da Família 
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Centenas de pessoas procuram e recebem atendimento nos equipamentos públicos de Estratégia de Saúde da Família (ESF). Buscando entender as questões que envolvem esses equipamentos, o vereador João Clemente (PSDB) encaminhou, no dia 2 de julho, o Requerimento nº 614/2021 à Prefeitura. 

Em resposta, a coordenadora executiva de Atenção Básica da Secretaria Municipal da Saúde, Talitha Martins, explicou que todas as pessoas que procuram a unidade de saúde são abrigadas. “Por acolhimento, entende-se uma escuta qualificada por um profissional da equipe de saúde da Estratégia de Saúde da Família, para compreensão da necessidade do usuário. Nem todo acolhimento gera atendimento médico, uma vez que as necessidades do usuário podem ser atendidas através da consulta de enfermagem, de procedimento técnico ou, ainda, de algum tipo de orientação ou encaminhamento”. 

A coordenadora informa que existe um limite de atendimentos que a equipe consegue acolher com qualidade em cada turno. “Urgências e emergências são devidamente encaminhadas para as Unidades de Urgência e Emergência (UPAs). Existe uma classificação de risco para priorizar o atendimento médico”. 

Segundo Talitha, a porcentagem de encaminhamentos pode variar de equipe para equipe, de acordo com as características, perfil da população e vulnerabilidades de cada território onde a unidade de saúde está situada. “A Estratégia de Saúde da Família preconiza um índice de resolutividade em torno de 85% dos casos atendidos. Neste caso, 15% da população assistida pela Unidade de Saúde da Família necessitará de encaminhamentos para médicos especialistas. O sistema FormSUS, do Ministério da Saúde, vinha sendo utilizado de forma que podíamos contabilizar todos os encaminhamentos para especialidades médicas no nosso município. Contudo, essa ferramenta saiu do ar e, neste momento, estamos migrando para um sistema municipal sem suporte para relatórios, para responder a porcentagem de encaminhamentos por especialidade”. 

De acordo com o documento, a maioria das equipes de Saúde da Família trabalha com demanda espontânea e atendimentos agendados, de acordo com a necessidade de seguimento das condições de saúde, como: doenças crônicas (hipertensão, diabetes), gestantes, crianças, saúde mental etc. “Para tanto, reservam-se, geralmente, as primeiras horas da manhã e da tarde para as demandas espontâneas. Isto é, o usuário com alguma queixa busca o atendimento na equipe.” 

 

Médicos 

 

Atualmente, todas as equipes de Saúde da Família contam com a presença de um médico. “Pode acontecer de, temporariamente, haver a necessidade de realizar um remanejamento interno ou trabalharmos com escala para não deixar as equipes sem esse profissional. Contudo, pode acontecer de o médico se afastar por motivo de doença, nojo, pedido de demissão, férias, entre outras situações. Caso não haja concurso vigente com a disponibilidade do profissional em lista de espera, há necessidade de realização, novamente, de um concurso público para preencher as vagas. Até que as vagas disponíveis sejam preenchidas por profissionais concursados, elas são preenchidas através de escalas de revezamento entre os médicos da Atenção Básica do município. Atualmente, todas as equipes contam com médicos, sejam concursados, sejam médicos advindos do Programa Mais Médicos para o Brasil, do Ministério da Saúde. No ano de 2021, na ocorrência de falta de médico em alguma unidade de saúde, esta foi atendida através da escala médica. O prazo médio que uma unidade fica sem médico gira em torno de uma semana.” 

Talitha finaliza informando que “já tivemos médicos folguistas para cobrir as ausências dos profissionais médicos. Porém, entre 2020 e 2021, tivemos maior demanda de médicos para atender nos polos de Covid-19, não podendo contar mais com essa cobertura, além de pedidos de exoneração de alguns profissionais e não aceitação da vaga por profissionais aprovados em concurso público”. 

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