O técnico Dorival Júnior identificou a falta de confiança como o principal obstáculo para o São Paulo segurar resultados positivos, após o empate por 1 a 1 contra o Botafogo no MorumBis, neste sábado, pela 17ª rodada do Brasileirão. Para o comandante, a tendência humana de recuar para se proteger acabou custando a vitória ao Tricolor em casa.
"Falta um pouco de maturidade emocional para sustentar um placar favorável", declarou o treinador durante a coletiva de imprensa. Ele observou que o time demonstrou insegurança ao tentar administrar a vantagem mínima.
Análise do desempenho tático
Dorival ressaltou que, embora o time tenha criado boas chances e aberto o marcador, a equipe não conseguiu ampliar a vantagem inicial. Segundo ele, o cenário mudou na segunda etapa devido a um comportamento instintivo de preservação.
O técnico explicou que o desejo de resguardar o resultado acabou tirando a agressividade necessária para garantir os três pontos. Esse padrão de comportamento, segundo o técnico, já havia sido notado em partidas anteriores da temporada.
Necessidade de evolução constante
O comandante enfatizou que o processo de evolução é gradual e que a equipe precisa aprender não apenas a construir o placar, mas a mantê-lo sob pressão. De acordo com Dorival, essa correção é prioridade nos próximos treinamentos.
"Tivemos um ótimo volume de jogo e fizemos o nosso gol, mas precisamos de tranquilidade. É um processo natural e os resultados sólidos vão acontecer no momento adequado", afirmou o técnico são-paulino.
Desafios físicos e categorias de base
Além do aspecto psicológico, o São Paulo lida com baixas médicas importantes. Luciano e Sabino deixaram o gramado com dores, agravando a carência de opções no elenco, especialmente no setor defensivo, que conta com poucos nomes disponíveis.
Com apenas dois zagueiros de ofício no momento, Dorival confirmou que buscará soluções nas categorias de base. O objetivo é integrar jovens talentos para suprir as ausências imediatas e manter a competitividade do grupo.
Por fim, o treinador minimizou a exclusividade das lesões, citando o calendário apertado do futebol brasileiro. Ele vê a próxima pausa competitiva como uma oportunidade vital para reequilibrar o elenco fisicamente e recuperar os atletas lesionados.
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