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Fit cultural, experiência e valores na pauta da empregabilidade

Pesquisa mostra otimismo sobre percepção dos brasileiros a respeito da economia

Fit cultural, experiência e valores na pauta da empregabilidade
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Com um otimismo anunciado em pesquisa sobre a percepção dos brasileiros a respeito da economia e, consequentemente do aumento de contratações, a hora é de saber exatamente o que as empresas querem e também o que o candidato quer para sua carreira ou para seu emprego – é fundamental considerar que há uma diferença enorme entre emprego e carreira.

Uma pesquisa intitulada “Demanda por talentos no cenário da atual”, com 1.500 executivos da Alemanha, Bélgica, Brasil, França e Reino Unido, feita em novembro de 2020, mostra que os trabalhadores já estavam otimistas desde o fim do ano passado: no balanço final, considerando todos os entrevistados de todos os países, 67% tinham boas esperanças em relação às oportunidades de carreira em 2021, mas, no Brasil, o índice foi maior, chegando a 73%.

O levantamento também apurou que pouco mais da metade dos profissionais brasileiros (52%) esperava aumento de salário para este ano de 2021, índice menor que a média global apurada na pesquisa, que foi de 57%.

“Neste cenário otimista com a possibilidade de abertura de novas vagas nas empresas, há dois tipos, pelo menos, de profissionais no mercado: o que está à procura de uma vaga e o que tem foco na carreira”, alerta o consultor de RH Dimas Facioli, da Facioli Consultoria de Ribeirão Preto.

Segundo ele, as expectativas de um e outro são diferentes. Uma outra pesquisa, intitulada Match Perfeito, feita pela Robert Half e o Centro de Liderança da Fundação Dom Cabral, explica bem isso na prática. Nesta, os profissionais efetivamente empregados disseram que quando avaliam uma proposta de emprego estão interessados na remuneração (dos 351 entrevistados, 68% confirmaram) e também no desafio proposto para a nova colocação (41%). Já aqueles que estavam desempregados informaram que vão aos processos seletivos mais interessados em entender a aderência ao cargo com base na experiência que possuem (52% dos 349 entrevistados) e a própria afinidade com a cultura da empresa (50%).

“Esta afinidade do candidato com os valores e os propósitos da empresa é conhecida como fit cultural e é importante falar sobre ela porque o fit cultural tem sido realmente um item de interesse dos empregadores na hora da contratação, principalmente em organizações de grande porte. É fácil entender. O novo contratado demanda certo tempo para dar resultados, o processo de seleção leva tempo e custos, as contratações e dispensas também custam para a empresa, enfim, o processo todo exige esforço do empregador. Já vi muitos profissionais que investem em uma carreira considerando exclusivamente o rendimento financeiro que terão ao longo da vida. Mas passam a vida profissional infelizes e isso acarreta inúmeros problemas emocionais e de saúde em geral’, analisa Facioli.

Ele alerta que ao contrário, quando o profissional se identifica com o local em que trabalha, os desafios e, antes disso, os valores da organização, maiores são as chances de ele entregar à companhia mais do que o seu tempo e, mais ainda, gerar valor para a empresa e para a sociedade. Ele tende a se colocar também a favor dos melhores resultados e de um clima organizacional mais amigável. E não é recente a disponibilidade das empresas em pagar melhor para reter um talento conectado com o negócio, exatamente porque o processo de seleção, os treinamentos, a adaptação são fases que custam tempo e dinheiro até que o profissional comece a dar resultados.

Experiência

Muitos candidatos, especialmente os que estão iniciando suas carreiras, ficam preocupados com a experiência esperada pelo contratante. Mas o que se pede de experiência também vem mudando muito. Dos 714 entrevistados, mais de 80% concordaram que a experiência prévia é principal fator de decisão na hora de contratar. Desses, 62% concordaram que a experiência prévia vem à frente do fit cultural, 36% disseram que a experiência ainda está à frente da formação acadêmica e 31% acreditam que está à frente da indicação do candidato por pessoas relevantes.

Dimas Facioli explica que antes de tudo, o conhecimento técnico e a disponibilidade de estudar sempre, fazer cursos, participar de eventos técnicos, fazer diferentes especializações são importantes e um excelente diferencial. “Mas também concordo com o estudo no ponto em que a experiência que interessa ao contratante refere-se ao cumprimento de ciclos. Isso significa dizer que mais importante que passar por grandes empresas, é mostrar exatamente o que ele fez seja onde for e em que seu trabalho contribuiu, que resultados conquistou ou ajudou a conquistar para a companhia. Há, ainda, muitas empresas de olho no comportamento do profissional fora do trabalho e interessadas em causas que ele abraça, seja na área social, cultural, ambiental ou qualquer outra”, diz o consultor de RH.

“Concluímos daí algo que não é novidade no mundo dos recrutadores, mas nem sempre os profissionais sabem: o profissional tem de ser completo porque é avaliado, mas é recompensado também, por formação técnica, disponibilidade de atualização de conhecimentos permanentemente e competências comportamentais dentro e fora do trabalho”, finaliza Facioli.

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