Já é de conhecimento geral que um funcionário saudável é mais feliz e produtivo e, dessa forma, o Ministério da Saúde incluiu 165 novas patologias na lista relacionada a doenças do trabalho.
Para a PHD em neurociência, psicanalista e pedagoga, Ângela Mathylde, um dos destaques está nas patologias envolvendo a saúde mental, como a ansiedade e a depressão, consideradas “mal do século”, assim como as tentativas de suicídio, decorrentes dos efeitos. Outra é a Síndrome de Burnout, derivada do acúmulo de tarefas, prazos apertados, ambientes estressantes e o cansaço não físico, comprometendo o corpo de diferentes maneiras, desregulando o organismo e provocando uma sensação incapacitante.
O cotidiano atarefado, corrido, a quantidade de responsabilidades e prazos, afetam, profundamente, a vida de milhares de brasileiros, que segundo Ângela, lidam com essa carga de uma maneira diferente. A inclusão do Ministério visa proteger os trabalhadores, proporcionando maior qualidade de vida para que possam se ausentar de suas tarefas, sem grandes preocupações e, assim, ter tempo para se recuperar.
Os efeitos dessas doenças também fizeram com que o órgão de saúde reconhecesse o uso de determinadas drogas, em consequência da exaustão e casos que abalam, muito, o emocional, como assédios.
Segundo o Ministério da Saúde, em 15 anos, mais de 3 milhões de doenças ocupacionais foram tratadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 52,9% delas, devido a acidentes de trabalho graves.
A determinação é válida para todos os trabalhadores, atuando formal ou informalmente, na cidade ou no campo. As novas regras passam a valer 30 dias após a publicação, no fim de novembro.