Muitas pessoas desejam mudar algumas características físicas definidas e, para isso, recorrem a cirurgias. Nos últimos dias, o vídeo de uma brasileira se submetendo a uma técnica para modificar a cor do olho chamou a atenção pelo fato inusitado e, também, os possíveis riscos do método.
A oftalmologista diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, explica que o procedimento é chamado de queratopigmentação e está longe de ser abertamente difundido por profissionais, uma vez que não possui fins estéticos, sendo indicado para casos bem específicos e que envolvam pessoas cegas. A proposta é “reconstruir” o olho, deixando-o semelhante ao olho comum, ou seja, a córnea comprometida é tatuada pelo médico. O processo é irreversível.
A jovem realizou a cirurgia fora do país, mais especificamente em Lausanne, Suíça. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) não aprova a prática para pessoas com visão saudável e os médicos podem ser punidos. Segundo Juliana, a recomendação para quem deseja modificar a cor dos olhos é usar lentes de contato coloridas.
De acordo com o Conselho, existem diversos riscos, entre eles, o da redução do campo de visão, perda da visão periférica, desenvolvimento de fotofobia (sensibilidade à luz), disfunção lacrimal, infecções oculares, reações alérgicas ao pigmento, perfuração do globo e até facilitar o surgimento de glaucoma, que deve ser controlado rapidamente para evitar a cegueira.