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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Notícias/Saúde

SAÚDE MENTAL ADOECE E AFASTA CADA VEZ MAIS PROFISSIONAIS DE SUAS OCUPAÇÕES

1 a cada 5 trabalhadores corporativos sofrerão com a síndrome de burnout

SAÚDE MENTAL ADOECE E AFASTA CADA VEZ MAIS PROFISSIONAIS DE SUAS OCUPAÇÕES
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Uma das principais situações mais alarmantes no mercado de trabalho está no fato de as doenças, envolvendo a saúde mental, acometerem um número cada vez maior de trabalhadores. A situação acaba obrigando parte desses doentes a ter de se afastar da empresa, devido à constante pressão e cobranças impostas, que comprometem o bem-estar e a qualidade de vida deles.

O estresse é um dos principais vilões, decorrente de vários motivos, como o cargo, nível de responsabilidade, acúmulo de funções, a obrigação de apresentar resultados e a imposição incessante de metas. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) revelou que 1 a cada 5 trabalhadores corporativos sofrerão com a síndrome de burnout.

Para se ter uma ideia, a ansiedade e depressão são os distúrbios mais conhecidos que atingem a mente, considerados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como os males do século XXI e,  não são, na realidade, as únicas condições populares no cotidiano de milhares de pessoas.

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Além da ansiedade e depressão, o Ministério da Saúde adicionou ainda a síndrome de burnout, as tentativas de suicídio e o uso de medicamentos para controlar sintomas, à lista de doenças do trabalho. Segundo a pesquisadora e advogada do escritório Vasconcelos Rodrigues de Oliveira Advogados Associados, Maria Inês Vasconcelos, a lista é usada para fornecer uma oportunidade de se distanciar do serviço por um determinado período de tempo para recuperação, conforme recomendação médica.

A necessidade cresceu ao longo da última década, principalmente após a pandemia, quando em 2020, a concessão de benefícios foi concedida a 291.300 mil pessoas, de acordo com informações do Ministério da Previdência Social.

A situação provoca uma grande pressão e começa aos poucos, sendo que os efeitos são considerados incapacitantes. Quem é diagnosticado com o problema reclama das alterações gastrointestinais, do sono e humor, se tornando mais irritadiço, impaciente, agressivo e irônico em algumas de suas falas, além de apresentar uma queda na capacidade de reter informações, menor concentração e a tendência de se isolar das outras pessoas.

As principais vítimas do afastamento são mulheres. O Ministério da Previdência aponta que apenas em 2023, dos 288.865 beneficiados por incapacidade, 177.238 foram mulheres, contra 111.582 homens. A realidade se reflete em Minas Gerais, foram 27.227 privações delas, contra 16.514 deles.

A verdade é que o excesso de estresse não faz bem a ninguém e desregula  o organismo com o cansaço excessivo, formação de úlceras, alterações cardíacas, sensação de tontura, formigamentos, insônia e até o desenvolvimento de patologias mais graves, como o câncer, uma vez que acaba afetando diretamente a imunidade. 

Maria Inês afirma que os trabalhadores devem buscar seus direitos, assegurados pela Constituição, propiciando a ausência remunerada das atividades por até 15 dias, auxílio doença para períodos mais longos, estabilidade empregatícia de até 12 meses após fim do tratamento e o direito à aposentadoria para quem não apresenta possibilidade de voltar a atuar, sendo concedida conforme as regras do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). 

Multi Comunicar

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