Uma ação conjunta envolvendo a Escola Estadual Antônio Adolfo Lobbe, o Conselho Tutelar, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros culminou no resgate e acolhimento de uma mulher de 30 anos e seus dois filhos, de 11 e 7 anos, na manhã desta quarta-feira (17). A família foi socorrida de uma grave situação de violência doméstica e cárcere privado no bairro Vila Isabel, após a mãe conseguir pedir ajuda na unidade escolar.
A mulher buscou refúgio na Escola Estadual Antônio Adolfo Lobbe, situada na Rua Santa Isabel, onde revelou estar sofrendo agressões físicas e sendo mantida em cárcere privado pelo companheiro desde a última segunda-feira. Ela relatou não ter permissão para sair de casa sem a supervisão do agressor, aproveitando a ida do filho de 7 anos, diagnosticado com autismo, para uma sessão de terapia como sua única chance de escapar e buscar auxílio.
Na escola, a vítima recebeu acolhimento imediato da direção e dos funcionários, que prontamente acionaram as autoridades competentes para gerenciar a situação de emergência.
Os conselheiros tutelares Ariane Fondato, Lucas Azzis e Vinícius Negrisoli prontamente se dirigiram ao local. Eles deram início aos procedimentos de proteção e acompanhamento das crianças, assegurando seus direitos e prestando suporte essencial à família ao longo de todo o desenrolar da ocorrência.
A Polícia Militar registrou o boletim de ocorrência e iniciou as diligências para localizar o suspeito. Equipes foram até a residência do agressor, mas ele não foi encontrado no local. O caso permanece sob investigação das autoridades.
A Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros prestou os primeiros socorros à vítima, que apresentava dores na região das costelas, resultado das agressões sofridas. Após o atendimento inicial, ela foi encaminhada para avaliação médica e acompanhamento em uma unidade de saúde.
Foi apurado no local que a mulher já possuía uma medida protetiva contra o companheiro, mas, infelizmente, havia reatado o relacionamento. Ela detalhou que as agressões eram constantes e que era impedida de deixar a residência sem a permissão ou acompanhamento do suspeito.
Após o atendimento médico, a mulher e seus dois filhos serão encaminhados a um órgão de proteção, onde lhes será garantida segurança e o devido acompanhamento pela rede de apoio especializada.
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