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Alinhamento raro de planetas e Lua visível a olho nu encanta observadores

A astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, explica a particularidade do fenômeno astronômico que pôde ser apreciado em diversas regiões.

Alinhamento raro de planetas e Lua visível a olho nu encanta observadores
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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Um espetáculo celeste cativou o público brasileiro nesta quarta-feira (17) e quinta-feira (18): o alinhamento de planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio com a Lua crescente, um evento que se tornou visível a olho nu em diversas localidades. A particularidade da disposição visual dos astros foi destacada pela astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, que classificou o fenômeno como excepcional.

Para apreciar essa conjunção, não foi necessário o uso de equipamentos especializados, como telescópios ou binóculos, bastando um céu limpo e um horizonte desobstruído. Embora os planetas continuem visíveis nos próximos dias, a posição da Lua se altera a cada noite, tornando a observação de sua proximidade com os astros um momento único.

A beleza estética e a aparente proximidade dos corpos celestes Mercúrio, Vênus e Júpiter com a Lua foram os pontos que mais chamaram a atenção, transformando um evento comum em uma experiência memorável para os entusiastas da astronomia.

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A excepcionalidade do fenômeno

Embora o alinhamento de planetas seja um evento que ocorre com certa regularidade, a astrônoma Josina Nascimento, do Observatório Nacional, ressaltou que a forma como os astros se apresentaram visualmente conferiu um caráter de excepcionalidade a esta ocorrência.

“O que observamos foi um fenômeno mais raro, pois os planetas apareceram alinhados de uma maneira que os tornava aparentemente muito próximos, com a Lua fininha também em grande proximidade aparente de Vênus. É essa configuração que conferiu raridade a este evento”, explicou a especialista.

A astrônoma ainda salientou que “Vênus, o planeta mais brilhante do céu, seguido por Júpiter, permanecerá visível após o pôr do sol até o mês de novembro”, oferecendo mais oportunidades de observação.

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Entendendo o alinhamento planetário

O fenômeno do alinhamento ocorre devido à disposição dos planos de órbita dos planetas visíveis a olho nu – Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno – que se situam quase no mesmo plano da órbita da Terra em torno do Sol. A Lua também segue um padrão similar, com seu plano orbital inclinado em apenas 5 graus em relação ao da Terra.

Essa configuração permite que os planetas e a Lua percorram no céu um caminho aparente muito semelhante ao do Sol, conhecido como eclíptica. “Eles sempre estarão nesse caminho da eclíptica, que é o mesmo trajeto onde se encontram as constelações zodiacais”, detalhou a astrônoma do Observatório Nacional.

Segundo Josina Nascimento, a aproximação aparente de, no mínimo, dois planetas é um evento que se repete, em média, a cada 13 ou 15 meses. Já a Lua, em sua jornada mensal, passa por perto de todos os planetas.

“É uma experiência enriquecedora acompanhar, observar o céu todos os dias, notar a posição da Lua a cada noite e visualizar o caminho que ela traça ao passar pelas constelações da faixa zodiacal, próxima aos planetas”, incentivou a astrônoma.

Convite à observação remota

Para aqueles que não tiveram a chance de observar o fenômeno ou desejam rever registros de alta qualidade, o Observatório Nacional promoverá uma live especial em seu canal do YouTube no próximo sábado (20).

Este evento integra o projeto “O céu em sua casa: observação remota”, que celebra seis anos de existência este mês, e exibirá imagens enviadas por parceiros e seguidores de todo o Brasil.

Fenômenos celestes como chuvas de meteoros e eclipses também são regularmente divulgados nas redes sociais e no site oficial do Observatório Nacional, mantendo o público informado sobre os espetáculos do universo.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil

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