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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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ANALFABETISMO FUNCIONAL ASSOMBRA BRASIL COM ESTAGNAÇÃO

29% da população é considerada analfabeta funcional

ANALFABETISMO FUNCIONAL ASSOMBRA BRASIL COM ESTAGNAÇÃO
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O Brasil enfrenta desafios significativos com o analfabetismo, há algumas décadas e, apesar de aos poucos, apresentar resultados positivos na  alfabetização de cada vez mais brasileiros, o tipo “funcional” ainda continua com elevados números, preocupando especialistas. Uma pesquisa recente, realizada pelo Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), revelou que o país está estagnado, uma vez que os resultados seguem iguais aos de 2018, data do último levantamento. Os dados mostram que 3 a cada 10 brasileiros são considerados analfabetos funcionais, aproximadamente 29% da população.

A PHD em neurociências, psicanalista, psicopedagoga e professora, Ângela Mathylde Soares, explica que o analfabetismo funcional é a denominação dada à incapacidade de ler e escrever, mesmo com determinado nível de conhecimento para praticar essas habilidades. Apesar de reconhecer as letras e outros símbolos e memorizar frases curtas,  o indivíduo tem dificuldade para interpretar frases simples ou textos mais longos, comprometendo a capacidade de solucionar problemas diários.

Os resultados da pesquisa mapearam as habilidades de leitura, escrita e matemática dos brasileiros, entre 15 e 64 anos, de dezembro de 2024 a fevereiro deste ano, em todas as regiões, envolvendo 2.554 pessoas. Os números divulgados ainda mostram que o percentual de analfabetismo funcional é maior entre o grupo de 40 a 64 anos, atingindo até 51% das pessoas com 50 anos ou mais. Em contrapartida, os menores valores estão na faixa etária mais jovem, sendo 84% dos indivíduos de 15 a 29 anos, alfabetizados, contra 78%, entre 30 e 39 anos.

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A estatística é explicada por diversos fatores. Vale recordar que a população mais velha não teve as mesmas condições de estudo que as gerações atuais, devido a desigualdade, falta de acesso a escolas, ensino precário, preconceito e a necessidade de abandonar os estudos para contribuir em casa, ou até mesmo, constituir família. Lamentavelmente, parte desses motivos ainda segue na atualidade, de maneira menos intensa, mas, ainda responsável por tamanha desigualdade. A baixa qualidade do ensino pela falta de recursos e preparo profissional, junto do menor acesso à educação ou a interrupção dos estudos, decorrentes de questões pessoais, sociais ou financeiras, levando à constante descontinuidade e, consequentemente, o pouco incentivo e treino, elevam a dificuldade para consolidar o conhecimento.

O estudo ainda evidenciou essa realidade em relação ao aspecto racial e de gênero. As pessoas brancas costumam ser as mais alfabetizadas e corresponderam a 41% dos participantes, em contrapartida, 31% dos pardos e pretos se encontram na mesma categoria, de habilidade consolidada. Já para os amarelos e indígenas, apenas 19% se mostraram no mesmo nível.

Ângela recorda que o motivo de tantos jovens serem considerados devidamente alfabetizados, está nas políticas públicas implementadas para valorizar e incluir cada vez mais, alunos de diferentes realidades em ambientes escolares. A proposta é iniciar o que é considerado o primeiro passo para uma construção de uma vida de integração e construção do sucesso na fase adulta.

Contudo, essa política não pode parar, principalmente, porque, desde o início da pandemia, a educação brasileira foi profundamente afetada e, mesmo após o fim do período mais crítico, que impediu milhares de alunos de frequentarem as aulas de maneira presencial, os efeitos ainda são sentidos e mostram que, nos próximos anos, o Brasil pode enfrentar as consequências do lockdown, registrando  estagnação ou regressão de resultados, anteriormente considerados tão positivos, como a queda no número de crianças alfabetizadas na idade adequada.

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