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A popularização dos procedimentos dermatológicos trouxe mais opções para quem deseja cuidar da pele, mas também tornou mais fácil cair em uma lógica de escolhas pontuais: uma toxina botulínica em um momento, um laser em outro, um preenchimento depois. O problema não está em combinar técnicas, e sim em fazê-lo sem que exista uma avaliação capaz de definir o que aquela pele realmente precisa.
A dermatologista Dra. Mônica Felici explica que o envelhecimento é multifatorial e envolve aspectos como qualidade da pele, colágeno, estrutura facial, distribuição de volumes, musculatura, manchas e alterações vasculares. Por isso, segundo ela, um procedimento pode até ser tecnicamente adequado, mas não necessariamente ser a melhor resposta para aquela pessoa naquele momento.
“Cada procedimento atua em um alvo diferente. Se não identificamos corretamente a causa principal daquilo que incomoda o paciente, podemos utilizar uma excelente tecnologia para tratar o alvo errado”, explica.
Na prática, isso significa que a ordem dos tratamentos também pode fazer diferença. Em uma pele com flacidez, perda de colágeno, alteração de textura e perda de volume, por exemplo, pode ser interessante primeiro melhorar a estrutura e estimular colágeno para só então avaliar a necessidade de uma correção de volume. Da mesma forma, uma pele com dano solar, manchas e alterações vasculares pode demandar, inicialmente, cuidados voltados à sua qualidade.
Não existe, portanto, uma sequência que sirva para todos. A definição depende da avaliação individual e também do tempo de resposta de cada tratamento. “Planejar também significa saber quando fazer e quando esperar”, ressalta a dermatologista.
Quando a tendência não é a indicação
Um procedimento que funciona para outra pessoa ou está em alta nas redes sociais pode não ser adequado para todos.
A influência das redes sociais também merece atenção. Segundo Dra. Mônica, é cada vez mais comum que pacientes cheguem ao consultório interessados em uma tecnologia ou procedimento específico porque viram um resultado na internet ou receberam uma indicação.
A especialista argumenta que duas pessoas da mesma idade podem apresentar processos de envelhecimento completamente diferentes. Espessura da pele, anatomia facial, fototipo, exposição solar, hábitos e tratamentos anteriores estão entre os fatores que precisam ser considerados.
“A indicação deve começar pelo diagnóstico e pela necessidade do paciente, e não pelo nome do procedimento”, enfatiza.
Para uma avaliação adequada, o dermatologista precisa conhecer também o histórico de tratamentos já realizados: quais produtos foram utilizados, em quais regiões, quando foram aplicados e como a pele respondeu. Esse histórico ajuda a evitar decisões desconectadas e permite construir uma estratégia a partir da situação atual.
Outro ponto importante é que o acompanhamento não termina na primeira definição. A resposta da pele deve ser observada ao longo do tempo, com reavaliações e, quando necessário, ajustes no planejamento. Um tratamento pode ser mantido, ter seu intervalo modificado, ser substituído ou até deixar de ser necessário.
Resultados mais naturais
Cuidar da pele de forma estratégica não significa necessariamente fazer mais procedimentos. Pelo contrário. Para Dra. Mônica, selecionar o que realmente fará diferença pode ser mais importante do que reunir diferentes técnicas.
“Em muitos casos, fazer menos, na sequência correta e no momento adequado, pode proporcionar um resultado muito mais elegante”, salienta.
O planejamento também pode evitar gastos com procedimentos que não conversam entre si. Quando diferentes tratamentos são realizados de maneira desconectada, o paciente pode investir bastante sem alcançar uma evolução global que corresponda à expectativa. Com prioridades bem estabelecidas, o mesmo investimento pode ser direcionado para aquilo que efetivamente faz sentido.
A dermatologista destaca ainda que um bom plano precisa ser possível dentro da vida de cada paciente, considerando não apenas suas características e objetivos, mas também rotina, disponibilidade para recuperação, orçamento e expectativas.
A proposta, afirma, não é impedir o envelhecimento nem modificar a identidade de uma pessoa, mas acompanhar esse processo com intervenções criteriosas. “O melhor resultado é aquele em que as pessoas percebem que o paciente está bem, descansado e com uma pele bonita, mas não conseguem identificar exatamente o que ele fez”, concluí a Dra. Mônica.
Sobre Mônica Felici
Médica há mais de duas décadas, Dra. Mônica Felici reúne uma formação multidisciplinar que conecta Dermatologia, Medicina Estética, Cosmiatria, Nutrição e Endocrinologia Funcional, Medicina Ortomolecular, Terapia Neural e Medicina Quântica — com cursos e certificações no Brasil e no exterior.
Professora na pós-graduação de Dermatologia Estética da Universidade São Leopoldo Mandic e coautora de um livro sobre práticas integrativas em saúde, ela alia técnica, ciência e propósito.
Com uma visão que une estética e saúde, a especialista acredita que a verdadeira beleza nasce do equilíbrio e do respeito à individualidade.
No Instituto Felici, cada protocolo é personalizado, combinando tecnologias avançadas, fórmulas manipuladas e nutracêuticos, para tratar a pele de forma integral, de dentro para fora.
Com base em princípios como ética, verdade e naturalidade, a dermatologista conduz seus tratamentos com o mesmo rigor científico e delicadeza que marcam sua trajetória.
Informações:
dramonicafelici
Publicado por:
Comunicação AMZ
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