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Quinta-feira, 30 de Julho 2026
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Arrecadação federal atinge R$ 264,4 bilhões com alta real de 7,7% em junho

Resultado positivo reflete o avanço da massa salarial, da atividade econômica e das importações no período.

Arrecadação federal atinge R$ 264,4 bilhões com alta real de 7,7% em junho
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A arrecadação federal brasileira alcançou a marca de R$ 264,4 bilhões em junho, registrando um crescimento real de 7,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, já descontada a inflação. No acumulado do primeiro semestre, o montante somou cerca de R$ 1,587 trilhão, representando um avanço real de 6,6% frente aos primeiros seis meses do ano passado.

De acordo com dados divulgados pela Receita Federal, do volume total obtido no sexto mês do ano, R$ 255,3 bilhões são referentes às receitas administradas diretamente pelo órgão.

O desempenho positivo foi impulsionado pelo comportamento favorável de indicadores macroeconômicos fundamentais. Entre eles destacam-se a atividade econômica, o avanço da massa salarial e o volume de importações.

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Principais números do período

• Arrecadação em junho: R$ 264,4 bilhões;

• Crescimento real sobre junho: 7,7%;

• Acumulado de janeiro a junho: cerca de R$ 1,587 trilhão;

• Alta real no semestre: 6,6%;

• Receitas administradas pela Receita Federal: R$ 255,3 bilhões.

Desempenho de IRPJ, CSLL e Previdência

O Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) figuram entre os tributos que mais impulsionaram o resultado fiscal.

Somados, ambos os tributos atingiram R$ 33,2 bilhões em junho, o que representa um salto real de 20,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.

No setor previdenciário, a arrecadação chegou a R$ 64,48 bilhões no mês, com expansão real de 4,7% na mesma base de comparação.

Conforme avaliado pela Receita, o cenário previdenciário foi beneficiado pela elevação da massa salarial e pela diminuição da desoneração da folha, refletindo a reoneração gradual das contribuições patronais.

Impacto de importações e aplicações financeiras

O reforço no caixa do governo também contou com o apoio de tributos associados ao comércio exterior e aos ganhos de capital.

A arrecadação decorrente das importações avançou 22,87% ante junho do ano passado, estimulada pelo aumento no fluxo de entrada de mercadorias no país.

Por sua vez, o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital marcou alta real de 12,4%, acompanhando o bom desempenho das aplicações financeiras.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil

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