A ex-prefeita da cidade de Santos, Telma Souza, é uma das vítimas brasileiras mais recentes de AVC isquêmico, alertando para a gravidade da condição. Ela foi internada em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), após sofrer um mal súbito dentro de casa. O Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 85.427 brasileiros mortos por AVC, em 2024.
O AVC Isquêmico decorre de uma artéria cerebral bloqueada, interrompendo a circulação de sangue e oxigênio para o cérebro, enquanto o hemorrágico, está vinculado ao rompimento de um vaso. Segundo o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, a obstrução é causada, normalmente, pela presença de um coágulo de sangue ou o acúmulo de placas de gordura, na chamada aterosclerose.
A condição é mais comum em pessoas acima de 45 anos, principalmente os idosos. Contudo, está cada vez mais frequente em indivíduos fora dessa faixa etária, atingindo, até mesmo, crianças. Para se ter uma ideia, os dados da Rede Brasil AVC apontam que 18% das ocorrências estão no grupo entre 18 e 45 anos.
“Além do colesterol elevado, trombose e idade, outros fatores de risco são genética, hipertensão, inatividade física - que contribui para a formação dos trombos e gordura - e uma alimentação desregrada”, aponta o médico.
Quem tem conhecimento do histórico familiar deve estar ainda mais atento aos riscos, prevenindo-se com exames vasculares regulares, propiciando melhor acompanhamento. A recomendação é que todas as pessoas, sem exceção, façam, ao menos, uma consulta periódica anual com um cirurgião vascular para avaliar a saúde vascular.
Os sintomas do AVC podem ser, muitas vezes, considerados sutis, envolvendo dor de cabeça, tontura e sensação de mal-estar, porém, a fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, dificuldade para falar e/ou compreender o que está sendo dito, alterações na visão e dificuldade para se equilibrar também são regulares, sendo sinais súbitos.
A recomendação de Josualdo é buscar rapidamente um hospital para reduzir os danos cerebrais e aumentar a chance de recuperação completa. Muitas vítimas acabam sofrendo com sequelas pela vida ou falecendo.
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