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O Brasil alcançou a marca histórica de 35% de empreendedores com registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica no ano passado, totalizando 10,7 milhões de cidadãos nessa condição. O dado inédito foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Durante o ano de 2025, a nação contabilizou 103 milhões de pessoas ocupadas. Desse total, 30,6 milhões foram classificadas como empreendedoras, englobando donos de negócios e autônomos. Aproximadamente 20 milhões desses profissionais atuavam sem a formalização jurídica.
As informações foram extraídas de uma edição especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. O levantamento estatístico ocorre desde 2012, tendo sofrido interrupção apenas nos anos de 2020 e 2021 devido à crise sanitária global.
Trajetória histórica da formalização
No início da série histórica, em 2012, apenas 24% dos trabalhadores por conta própria ou empregadores possuíam a documentação formal. A proporção avançou gradualmente nos anos seguintes, atingindo 29,3% pouco antes da pandemia e subindo para 33,6% em 2024.
A posse do documento garante vantagens expressivas. Entre os benefícios estão a emissão de notas fiscais, facilidade no acesso a crédito bancário, contratação de pessoal e a garantia de direitos previdenciários essenciais.
Diferença entre empregadores e autônomos
O instituto diferencia os profissionais entre empregadores e aqueles que atuam por conta própria. Entre os empregadores, o índice de formalização permanece elevado e estável, alcançando 81,1%.
Já na categoria dos autônomos, o índice chegou a 27,1%, o maior patamar já documentado. Analistas apontam que a taxa de registro está diretamente relacionada ao grau de instrução escolar do trabalhador.
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