A AEAARP (Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto) arrecadou mais de meia tonelada – 500,9 kg – de resíduos para reciclagem, entre eletrônicos (455 kg), embalagens metálicas, plásticas e de papelão (40kg), doações de roupas, isopor, blister, tampinhas e esponja (1kg) e rejeitos em geral (5 kg) na campanha que realizou entre 1º de junho e 1º de agosto.
A ação, que começou como uma das atividades da tradicional Semana do Meio Ambiente da AEAARP e integra a campanha Civilidade nas Ruas, terminaria em 1º de julho, originalmente, mas teve seu prazo de arrecadação prorrogado pelos organizadores devido ao sucesso de adesão da população. Os itens eram deixados em bags (sacolões) devidamente identificadas colocadas na entrada da sede da entidade.
“Foi um movimento muito importante que a gente fez. Fiquei muito feliz porque o pessoal aderiu mesmo, tanto com o objetivo de desentralhar suas casas de itens que não usam mais quanto para ajudar a Casa do Vovô”, diz a engenheira ambiental e de Segurança do Trabalho Marília Cervelle Rubio Vendrúsculo, uma das coordenadoras da campanha.
De acordo com ela, todo o material arrecadado será vendido à indústria, e o resultado financeiro será revertido à compra de itens de higiene para a Casa do Vovô, Instituição de Longa Permanência de caráter filantrópico que acolhe idosos a partir de 60 anos de idade. Administrada pela Sociedade Espírita Cinco de Setembro, a entidade recebe verbas públicas, mas a maior parte de sua receita ainda depende de doações.
Civilidade nas Ruas
A campanha permanente Civilidade nas Ruas, da AEAARP, foi lançada em 2019 com o objetivo de alertar a população para a importância da destinação correta de resíduos.
Com o fim da campanha de recicláveis, a entidade prossegue com a ação permanente de arrecadação de blisters (cartelas de comprimidos/medicamentos), tampinhas de plástico e lacres de latinhas. Há alguns meses, a AEAARP encaminhou quase 2 toneladas de blisters para reciclagem.
As cartelas recicladas compõem a fabricação de novos produtos para o mercado da construção civil, como portas, guarnições e rodapés – o blister é composto por camadas de alumínio (cerca de 15%) e plástico (cerca de 85%).
O sistema de processamento dessas cartelas é 100% mecânico, sem contato humano, e a transformação torna o material reutilizável na indústria sem risco para o meio ambiente. As cartelas são trituradas e o pó resultante segue para um sistema eletrostático que separa o plástico do alumínio. Uma porta, por exemplo, tem 15% de blisters. O alumínio que compõe uma cartela de blister também pode ser separado e encaminhado à indústria de objetos de alumínio.