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O paulatino envelhecimento dos brasileiros estimula campanhas como “Outubro Prata”, conscientizando sobre o envelhecimento e a importância da manutenção de hábitos saudáveis. A evolução tecnológica e da medicina propiciam uma vida com mais qualidade e longevidade com mais bem-estar.
O termo longevo se refere à duração de vida superior à média esperada, sendo que, por muito tempo, significou apenas isso: tempo de vida. Contudo, um envelhecimento saudável é cada vez mais buscado pela população. Para se ter uma ideia, alguns países como o Japão apresentam as maiores taxas de expectativa de vida no mundo (85,1). Segundo a a PHD em neurociências, psicanalista e psicopedagoga, Ângela Mathylde Soares, a explicação está em um estilo de vida saudável; acesso a saneamento básico; educação de qualidade; baixo índice de violência urbana e renda adequada.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Brasil não está muito distante desta realidade. Mesmo enfrentando diversos problemas sociais, já registra a maior média de longevidade histórica, aproximadamente 76,6. Nos Anos 70, a realidade era bastante diferente com uma estimativa nacional de 57,6 anos.
A campanha focada no prata também combate os problemas frequentemente vivenciados por esse grupo: etarismo - ou seja, o preconceito com a idade -; a garantia dos direitos pelo Estatuto do Idoso e a participação social incentiva para atividades culturais.
Infelizmente, muitas vezes, a discriminação impede a manutenção de uma atividade profissional. Para a especialista em liderança e gestão, palestrante, mentora, consultora organizacional, engenheira e escritora, Sônia Jordão , muitas empresas e pessoas acreditam que os idosos trabalhando estão só “cumprindo tabela”, pois estão prestes a se aposentar e, ainda, aumentam as despesas com ausência decorrente de questões ligadas à saúde, assim como limitações e dificuldades em relação ao domínio tecnológico. É preciso entender que se trata de um grupo de indivíduos com muito para oferecer, começando pela expertise. Além disso, preferem continuar atuando, pois sentem prazer em ajudar e se mostrarem úteis. Vale alertar ainda que a atividade contínua exercita o cérebro e permite maior socialização com pessoas de diferentes idades, formando novos vínculos de amizades.
O processo contribui enormemente para a restauração da saúde mental, estimulando o órgão - ação importante para a longevidade, fortalecendo a reserva cognitiva e estimulando a neuroplasticidade, retardando o declínio cognitivo e prevenindo doenças neurodegenerativas - assim como o convívio social por estimular a memória e garantir o fundamental sentimento de produtividade.
Felizmente, existem diversos aspectos para proporcionar saúde ao corpo e longevidade, inclusive, as artes, como a poesia. A filósofa, advogada e poeta, Beth Guedes, reforça que as artes são consideradas uma poderosa ferramenta para estímulo e inteligência emocional, promovendo autoconhecimento. Não basta apenas envelhecer, é preciso saber viver, com cada vez mais qualidade de vida.
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