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Os estados, os municípios e o Distrito Federal ganharam um reforço financeiro importante. Em reunião extraordinária, o limite de crédito foi ampliado em R$ 2 bilhões adicionais pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), elevando o teto global de operações para R$ 30,625 bilhões até o encerramento do ano.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a mudança tem o objetivo de fortalecer a capacidade dos governos locais na obtenção de empréstimos. Os recursos servem para bancar projetos de infraestrutura e despesas autorizadas, contemplando tanto modalidades com garantia da União quanto aquelas sem o aval federal.

A Secretaria do Tesouro Nacional conduziu um levantamento prévio que viabilizou a medida. O estudo apontou a existência de recursos fiscais previstos que não devem ser utilizados pelos entes federativos no período estipulado.

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Como funciona a medida

Os tetos estabelecidos pelo CMN determinam o volume máximo que prefeituras e governos estaduais podem captar, sempre respeitando as normas fiscais vigentes. Na prática, a ampliação cria uma folga orçamentária para novas contratações.

Existem duas vias principais para essas operações:

  • Crédito com garantia da União: o governo federal assume o risco perante o credor caso ocorra inadimplência.
  • Crédito sem garantia da União: o próprio ente regional responde integralmente pela dívida contraída.

A recente resolução do colegiado expande o teto disponível para ambas as categorias de financiamento.

Novos limites de crédito

A fatia suplementar de R$ 2 bilhões foi dividida estrategicamente pelo governo federal:

  • Operações com garantia da União: salto de R$ 8,5 bilhões para R$ 10 bilhões, alta de R$ 1,5 bilhão.
  • Operações sem garantia da União: avanço de R$ 6,5 bilhões para R$ 7 bilhões, acréscimo de R$ 500 milhões.

Com essa redistribuição, os sublimites voltados a essas transações alcançam o patamar de R$ 17 bilhões. As demais restrições definidas anteriormente pelo CMN permanecem inalteradas.

Origem dos recursos liberados

O aval para a expansão veio de dados coletados junto a órgãos que integram programas de ajuste fiscal. O Tesouro identificou quase R$ 7,87 bilhões de espaço fiscal ocioso.

Deste montante, resoluções anteriores já haviam alocado R$ 5 bilhões ao longo do segundo semestre. Restava um saldo de R$ 2,87 bilhões, sendo que R$ 2 bilhões foram agora direcionados aos governos locais.

O impacto prático

Especialistas reforçam que a decisão não representa uma transferência direta de verbas para os caixas regionais. Trata-se unicamente de uma autorização para que prefeitos e governadores busquem novos empréstimos no mercado.

Cada administração local precisará cumprir rigorosas exigências fiscais e legais para efetivar os contratos. A resolução passa a valer imediatamente após a sua publicação oficial nos canais competentes.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil