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Defesa Civil emite alerta para risco de queimadas no interior paulista

Condições de tempo seco e estresse hídrico elevam a preocupação com incêndios e abastecimento no estado de São Paulo.

Defesa Civil emite alerta para risco de queimadas no interior paulista
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta de risco elevado para queimadas e incêndios nas regiões central, oeste e leste do interior paulista. A área que se estende a partir de Piracicaba está sob vigilância entre hoje (19) e quarta-feira (21), com a porção norte, entre Barretos e Araçatuba, enfrentando um risco extremo no dia 21, devido às condições de tempo seco e ao contínuo estresse hídrico.

A situação de seca moderada ou leve persiste na região desde fevereiro de 2024, conforme dados do Monitor das Secas, da Agência Nacional de Águas (ANA). Apesar desse cenário de escassez hídrica, o estado historicamente tem registrado um número relativamente baixo de focos de incêndio e queimadas.

Histórico e desafios das queimadas

O episódio mais crítico de incêndios rurais ocorreu em 2024, quando a região norte paulista foi palco de extensas queimadas, especialmente em lavouras de cana-de-açúcar. Naquela ocasião, o fenômeno meteorológico El Niño já se fazia presente, embora com uma intensidade menor do que a prevista para o ano corrente.

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Em anos anteriores, houve registros de incêndios em parques estaduais e Áreas de Proteção Ambiental (APAs). Contudo, a implementação de um robusto plano de prevenção e combate a incêndios florestais tem sido fundamental para mitigar impactos maiores nos últimos anos.

Impacto no abastecimento urbano

Além do risco de queimadas, o abastecimento urbano de água representa uma crescente preocupação. Ao longo da última década, diversas cidades do interior paulista têm enfrentado dificuldades significativas durante os períodos de maior estiagem.

Essa situação tem levado municípios a recorrer a medidas como rodízios no fornecimento e a investir em obras de captação alternativa. Cidades como Itu, Bauru, Campinas e Ribeirão Preto já vivenciaram longos períodos de estresse em seus sistemas de saneamento.

A região metropolitana da capital paulista também tem sentido os efeitos, com meses consecutivos de interrupções no fornecimento de água durante as madrugadas. Desde janeiro deste ano, a capital expandiu sua captação para fontes cada vez mais distantes, incluindo a bacia do Rio Paraíba do Sul, para garantir o suprimento.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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