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Uma pesquisa do DataFolha revelou que até 70% dos brasileiros devem desenvolver o hábito de consultar um oftalmologista em algum momento da vida, mesmo que isso não ocorra de maneira anual, respondido por apenas 42% dos participantes. Enquanto isso, outros 24% afirmam não visitar este especialista. As campanhas de conscientização para a importância dos exames oftalmológicos preventivos se intensificam durante o mês de outubro, considerado o Mês Mundial da Visão, permitindo que milhares de pessoas restaurem a saúde ocular.
Para se ter uma ideia, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que até 75% dos casos de deficiência visual podem ser revertidos, caso os indivíduos tivessem maior preocupação com consultas oculares de rotina, preferencialmente, de maneira anual. O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), compartilha da mesma opinião, alertando que a falta de consultas e a demora no diagnóstico dificultam o tratamento.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta, por exemplo, que 19% da população apresente algum tipo de deficiência visual, sendo 6 milhões deste montante, com diagnósticos considerados severos e outras cerca de 500 a 582 mil pessoas, já consideradas cegas. A outra parcela possui a chamada baixa visão.
Conforme explica a oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Paula Guimarães, as doenças mais preocupantes entre os órgãos de saúde são o glaucoma, catarata - os principais causadores das cegueiras irreversíveis e reversíveis, respectivamente - retinopatia diabética, a degeneração macular e, até mesmo, tumores.
Em relação aos tumores oculares, é possível identificar diferentes tipos, inclusive, o retinoblastoma, conhecido por atingir crianças com menos de 5 anos, deixando um efeito similar ao olho de gato, ao tirar fotos. Segundo a CBO, o diagnóstico precoce previne a cegueira e até a morte, com a chance de cura podendo alcançar os 90%.
Paula alerta que o grupo infantil também deve ser avaliado e não apenas quando apresenta alguma alteração ocular. “Os jovens são cada vez mais, devido ao tempo de exposição a tecnologias e a falta de momentos ao ar livre, diagnosticados com miopia, um erro refrativo responsável por alterar a qualidade da visão para longe”, ressalta.
O processo prejudica crianças e adolescentes em ambiente escolar, pela dificuldade de enxergarem a matéria escrita no quadro, por exemplo. O CBO estima que aproximadamente 20% das crianças demonstrem algum tipo de alteração visual.
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