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Quarta-feira, 08 de Julho 2026
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Dinossauros: a arte da evolução em exposição no Parque do Basalto

A mostra “Dinossauros na Árvore da Vida”, concebida por Fabio Eugenio, oferece uma jornada gratuita no Centro Municipal de Educação Ambiental (CMEA) até 5 de dezembro.

Dinossauros: a arte da evolução em exposição no Parque do Basalto
Divulgação
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A exposição “Dinossauros na Árvore da Vida”, concebida pelo biólogo, ilustrador e artista visual Fabio Eugenio, está aberta ao público no Centro Municipal de Educação Ambiental (CMEA), situado no Parque do Basalto, em Araraquara. Com entrada gratuita, a mostra, que pode ser visitada de terça a domingo, das 8h às 18h, até 5 de dezembro, convida a uma imersão profunda na história da vida, utilizando a figura dos dinossauros como ponto de partida para uma reflexão sobre a evolução, a biodiversidade e o papel da arte na divulgação científica.

Embora os dinossauros tradicionalmente cativem a imaginação de todas as idades, esta exibição vai além do fascínio inicial. Ela propõe uma experiência que mescla sensibilidade artística, imaginação e história natural, revelando as intrincadas transformações da vida ao longo de milhões de anos.

Com um acervo que inclui esculturas inéditas de espécies que habitaram o território brasileiro, ilustrações detalhadas e um abrangente painel sobre a Árvore da Vida, a exposição desafia estereótipos. Ela aproxima os visitantes de temas cruciais como a evolução, a ancestralidade, a biodiversidade e as mudanças climáticas que incessantemente moldam o nosso planeta.

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Fabio Eugenio, reconhecido por sua dedicação à criação de imagens para a divulgação científica, estabelece nesta mostra um diálogo entre a expressividade artística e o conhecimento. Ele convida o público a uma vivência imersiva, que se integra perfeitamente à paisagem do Parque do Basalto, um local onde a geologia, a natureza e a educação ambiental convergem na narrativa.

Trata-se de um convite para contemplar o passado geológico da Terra e, simultaneamente, ponderar sobre o futuro que estamos ativamente construindo.

Segundo o ilustrador, “a evolução nos sensibiliza para compreender que as diferenças surgem justamente das semelhanças que compartilhamos. E a semelhança comum a todos os seres é a capacidade, a virtude, da adaptação.”

Um painel de grandes dimensões oferece uma contextualização desses seres pré-históricos dentro da Árvore da Vida. Ele ilustra as relações de parentesco entre as espécies e elucida conceitos fundamentais como evolução, adaptação, ancestralidade e extinção.

A mostra exibe seis esculturas inéditas, variando entre 35 e 95 centímetros, que representam cinco espécies brasileiras notáveis: Oxalaia quilombensis, Uberabatitan, Pycnonemosaurus, Saturnalia tupiniquim e o pterossauro Tupandactylus. Estas obras são complementadas por um painel infográfico que as posiciona na “Árvore da Vida”, solidificando os conceitos abordados ao longo da exposição.

As esculturas têm como objetivo humanizar esses animais, retratando comportamentos naturais como o descanso e o cuidado parental. Essa abordagem se distancia da representação tradicional dos dinossauros como meros 'monstros'.

“Procurei fugir do estereótipo criado pela grande mídia, que quase sempre apresenta os dinossauros como monstros que só fazem matar ou morrer. Se cavalos e elefantes se deitam, os dinossauros também deviam se deitar. Imaginá-los vivos. Vivendo”, reitera Fabio Eugenio.

A realização da mostra em um espaço que abriga um importante afloramento de rochas vulcânicas, cercado por remanescentes de Cerrado e Mata Atlântica, amplifica a narrativa proposta. Essa conexão entre a profunda história do planeta e os desafios da preservação ambiental contemporânea é um ponto central.

Assim, a exposição emprega a paleontologia e a arte para sensibilizar o público sobre a fragilidade da vida, a crise climática e a responsabilidade coletiva na conservação da biodiversidade.

Conforme destaca o ilustrador, “As grandes extinções representam ramos interrompidos da Árvore da Vida (...) A arte nos convida a um olhar para nós mesmos enquanto responsáveis. Ainda podemos escolher nossos caminhos, mas essa escolha precisará ser coletiva”.

A produção executiva do projeto é de Ananda Borghi, e sua realização foi possível por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), contando com o apoio da Secretaria Municipal da Cultura de Araraquara, da FUNDART e do Ministério da Cultura.

O Parque do Basalto está situado na Avenida São João, s/nº, no Jardim Pinheiros, em Vila Xavier.

Serviço: Exposição "Dinossauros na Árvore da Vida"

Idealização: Fabio Eugenio

Local: Parque do Basalto (Av. São João, s/nº - Jardim Pinheiros / Vila Xavier)

Visitação: De terça a domingo, das 8h às 18h, até 5 de dezembro

Entrada: Gratuita

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