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A propagação de listas que expõem empresas, comerciantes e trabalhadores para promover um boicote econômico devido a preferências políticas gerou forte reação de instituições jurídicas e entidades de classe.

Nas últimas semanas, associações empresariais, seccionais da OAB e o Ministério Público do Trabalho passaram a alertar sobre as consequências legais e democráticas dessas iniciativas.

A mobilização surge em meio ao crescimento de episódios de constrangimento e retaliação registrados após as disputas eleitorais.

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Bares e restaurantes

O setor de serviços é um dos mais impactados. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) manifestou repúdio oficial contra a circulação de cadastros punitivos.

A entidade lembrou que os empresários possuem convicções plurais e que campanhas voltadas a prejudicar negócios geram responsabilização civil e judicial.

Atuação da OAB e do MPT

A Ordem dos Advogados do Brasil destacou que a liberdade de expressão é pilar do Estado Democrático de Direito, rechaçando a perseguição econômica.

Paralelamente, o Ministério Público do Trabalho acionou plataformas digitais para exigir a remoção de conteúdos que estimulam a demissão por motivação político-partidária.

O procurador Maurício de Mello apontou um volume expressivo de denúncias de assédio eleitoral concentradas no período posterior ao pleito.

Práticas autoritárias

Especialistas e figuras públicas comparam o fenômeno a táticas históricas de regimes totalitários. O historiador Francisco Carlos Teixeira reforça que a criação de listas excludentes remete a processos de fascistização e perseguição institucional.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil