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Quarta-feira, 17 de Junho 2026
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Notícias/Educação

Estudantes protestam em São Paulo contra cortes em universidades públicas e por permanência estudantil

O movimento cobra mais investimentos e aprimoramento das políticas de apoio aos alunos.

Estudantes protestam em São Paulo contra cortes em universidades públicas e por permanência estudantil
© Guilherme Jeronymo/Agência Brasil
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Na noite da última quarta-feira (17), estudantes universitários realizaram um protesto significativo na Avenida Paulista, em São Paulo, próximo ao Museu de Arte de São Paulo (MASP). A mobilização expressou a insatisfação com os cortes de orçamento que afetam as universidades públicas paulistas e exigiu o aprimoramento das políticas de permanência estudantil.

O ato buscou chamar atenção para a necessidade premente de maior investimento e valorização da educação superior no estado.

Este movimento, caracterizado por ações contínuas e pacíficas desde fevereiro, tem como principal pauta a busca por maior qualidade nas políticas de permanência estudantil.

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Além disso, os participantes clamam por mais financiamento, melhoria da estrutura e investimentos robustos em educação e pesquisa.

Centenas de universitários aderiram à marcha, que se deslocou da Avenida Paulista em direção à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), reforçando o caráter político e reivindicatório da manifestação.

Mobilizações na USP e outras instituições

A Universidade de São Paulo (USP) foi palco de uma greve estudantil de mais de 40 dias, que se encerrou no início do mês. Durante esse período, os alunos exigiram diversas melhorias.

Entre as principais reivindicações estavam o reforço das políticas de permanência estudantil, o fim da terceirização dos restaurantes universitários e a instauração de um diálogo contínuo sobre a gestão dos espaços acadêmicos.

A paralisação também visou a priorização da educação e o fim dos cortes no orçamento da universidade. Segundo os estudantes, a greve foi fundamental para abrir canais de comunicação com a reitoria.

A onda de mobilizações não se restringiu à USP; estudantes de outras renomadas instituições, como a Unicamp e a Unesp, também promoveram atos e manifestações em apoio às mesmas pautas.

Em resposta às manifestações, o governo estadual reiterou seu posicionamento de que as demandas apresentadas pelos estudantes são de alçada das reitorias das respectivas universidades, indicando que a solução deve ser buscada no âmbito interno de cada instituição.

FONTE/CRÉDITOS: Guilherme Jeronymo - Repórter da Agência Brasil

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