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O ministro Gilmar Mendes, decano do STF, enviou um ofício nesta quinta-feira (17) para questionar a postura do ministro Luiz Fux na condução da Segunda Turma. O foco das críticas é o tempo exíguo de apenas 22 minutos entre a convocação e a sessão que analisou o afastamento de Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Mendes apontou o que chamou de condução inadequada dos trabalhos colegiados. Para o magistrado, é inviável analisar os autos e formar uma convicção sólida em um intervalo tão curto.

O imbróglio começou quando o ministro André Mendonça afastou o delegado em 8 de setembro, durante desdobramentos da Operação Compliance Zero. A investigação mira fraudes bilionárias ligadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Apesar de Andrei Rodrigues ter retornado ao cargo no dia seguinte por ordem de Flávio Dino, o caso foi levado às pressas para referendo na Segunda Turma. O gabinete de Mendes recebeu o aviso da sessão extraordinária às 9h38, com início marcado para as 10h.

Suspeita de ajuste prévio

No ofício, o decano sugere que houve um acordo prévio entre Fux e Mendonça, sem o conhecimento dos demais integrantes do colegiado. Mesmo após Mendes pedir vista para analisar melhor o caso, Fux e Kássio Nunes Marques anteciparam seus votos rapidamente.

O documento enviado não possui efeitos práticos diretos na decisão, mas serve como uma formalização de protesto institucional. O objetivo é cobrar tratamento igualitário e transparência entre os ministros da Corte.

FONTE/CRÉDITOS: Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil