A época mais iluminada do ano já chegou com a decoração natalina. Apesar da beleza desse período, as luzes usadas na decoração podem ser bastante prejudiciais para a saúde ocular, causando fortes efeitos em algumas pessoas.
Assim como o excesso de tempo em frente às telas, como celular, televisão ou computador, as luzes de natal também provocam desconforto, principalmente, quando os indivíduos possuem condições oftalmológicas como o astigmatismo ou fotofobia, popularmente conhecida como sensibilidade à luz.
Segundo a oftalmologista e diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães o fato se dá pelas características com as luzes piscantes e o brilho intenso, o ofuscamento e o alto contraste - uma vez que costumam ser adicionadas em ambientes escuros - são uma combinação perfeita para desencadear a fadiga visual.
Apesar de bonitas e chamativas, as luzes, destacadamente, as piscantes, sobrecarregam a visão ao exigirem um grande esforço de adaptação, já que mudam com muita rapidez do claro para o escuro, obrigando o olho a uma ambientação constante com a alteração.
A situação causa reclamações, como visão turva e embaçada, olho seco e percepção de “estrelinhas” ou flashes no campo de visão. “Os sintomas mais sérios são enxaquecas, descolamento de retina e, até mesmo, epilepsia, devido ao padrão luminoso piscante”, explica a oftalmologista.
A celebração natalina é comum e existem algumas recomendações para maior qualidade de vida e segurança durante este período do ano. A primeira é para quem tem astigmatismo e fotofobia, pois devem evitar ambientes muito iluminados e com alto contraste e, não apenas durante essa época, mas, sempre, pois acabam forçando a visão mais que o adequado.
Quem usa óculos de grau pode adquirir uma lente de filtro azul, própria para quem precisa passar longos períodos em frente a telas, já que também são eficazes para reduzir os efeitos das luzes artificiais do pisca-pisca.
Para Juliana, um maior conforto ainda pode ser adquirido com o uso de pausas regulares, também indicado para aparelhos eletrônicos. Deve-se procurar um ambiente escuro e fechar os olhos por um momento para os olhos terem descanso e manter a lubrificação, evitando o desconforto causado pela redução das piscadas com uma iluminação mais intensa.
Os sintomas são considerados inofensivos, exceto se a exposição for maior que o normal, quando persistem, mesmo com os cuidados e descanso. Em casos de sinais recorrentes, deve-se buscar um hospital oftalmológico ou agendar consultas periódicas.
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