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O Ministério Público do Estado de São Paulo instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para apurar graves indícios de fraude em um contrato comercial do corinthians. A parceria com a empresa Incentiva Serviços Combinados custou mais de R$ 6,9 milhões aos cofres alvinegros entre agosto de 2023 e abril deste ano.
A própria diretoria do clube admitiu aos órgãos fiscalizadores que jamais exerceu controle ou auditoria sobre as entregas da contratada.
Diante dos pagamentos sem balanços, o promotor Cássio Conserino assumiu o caso. A investigação busca determinar se houve devolução de dinheiro a cartolas ou funcionários da equipe paulista.
Os crimes apurados incluem estelionato, apropriação indébita, falsidade ideológica e evasão fiscal.
Bastidores da raspadinha digital
Lançado no meio de 2023, o projeto prometia transformar a rotina do programa Fiel Torcedor por meio da plataforma Fiel da Sorte.
A ferramenta oferecia bilhetes mensais e gratuitos com convites e prêmios variados para os associados.
Apesar da divulgação ter sido extinta no primeiro semestre de 2024, as faturas mensais continuaram sendo quitadas pelo departamento financeiro corintiano.
As planilhas obtidas revelam uma escalada nos depósitos ao longo de três gestões presidenciais distintas no Parque São Jorge.
O contrato foi assinado sob o comando de Duilio Monteiro Alves, seguiu ativo com Augusto Melo e manteve desembarques na administração de Osmar Stabile.
Cláusulas e problemas regulatórios
A empresa Incentiva faturava R$ 3,75 mensais por cada novo sócio do clube, independentemente da adimplência do torcedor.
Em contrapartida, investia valores irrisórios em recompensas. Uma campanha com 65 prêmios atingiu a soma total de apenas R$ 7 mil.
A Secretaria de Prêmios e Apostas autorizou sorteios apenas até setembro de 2024.
A empresa, contudo, seguiu promovendo ações sem o aval federal, sob a justificativa de que a diretoria corintiana procrastinava renovações burocráticas.
Mudanças societárias e rescisão
A trajetória da Incentiva chama atenção pelas mudanças em seu quadro de comandantes.
Fundada com capital de R$ 50 mil e tendo o clube como único cliente, a prestadora passou por diversas mãos, incluindo empresários sem experiência prévia em tecnologia.
A atual diretoria alvinegra formalizou o pedido de rescisão unilateral e cobra uma compensação de R$ 3 milhões pelo encerramento antecipado.
Representantes da empresa alegam surpresa com o fim do vínculo e sustentam que mantiveram as operações ativas.
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