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No último sábado (19), a dolorosa derrota do Botafogo por 2 a 0 contra o Mirassol, no estádio Maião, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, acendeu o sinal de alerta no clube carioca, que ainda precisa somar dez pontos para afastar em definitivo o fantasma do rebaixamento.

O revés foi marcado por uma atuação apática e sem poder de reação da equipe comandada por Tite. Os dois gols da partida foram marcados pelo meio-campista Eduardo, ex-atleta do próprio clube carioca, evidenciando a fragilidade defensiva do Alvinegro durante o confronto no interior paulista.

Atuações individuais sob duras críticas

O setor defensivo do Botafogo encontrou imensas dificuldades para conter o ímpeto do Mirassol. O goleiro Batista falhou no primeiro gol, embora tenha se recuperado com uma defesa importante posteriormente. Nas laterais, Vitinho demonstrou timidez no apoio, enquanto Monzón e Ferraresi falharam gravemente na marcação e na saída de bola.

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No meio de campo, Huguinho teve uma atuação bastante criticada por sua imprudência e acabou substituído no intervalo para evitar uma expulsão iminente. Danilo, com a cabeça na Seleção Brasileira, apresentou pouca intensidade na marcação, enquanto Montoro não conseguiu se desvencilhar da forte marcação sob pressão do time paulista.

O ataque alvinegro produziu muito pouco no Maião. Pereira e Cabral, este último acumulando um longo jejum de gols, foram peças nulas no setor ofensivo. Entre as substituições, apenas o marroquino Ziyech trouxe alguma criatividade e quase marcou um golaço, parando em grande intervenção do goleiro Walter.

Decisões de Tite são questionadas

As escolhas do técnico Tite também foram alvo de questionamentos. A opção por barrar o alemão Chaves para escalar Monzón se provou ineficaz. Além disso, as alterações no intervalo e a insistência com atletas contestados pela torcida, como Toledo e Villalba, comprometeram o rendimento tático da equipe, que apresentou um futebol muito abaixo do esperado.