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Nas eleições, o avanço de partidos alinhados a um perfil conservador no Congresso Nacional e nos governos estaduais refletiu o posicionamento do eleitorado frente aos desafios cotidianos. A constatação é de Jeferson Ramos dos Santos, economista e professor da Universidade de Brasília (UnB).

As campanhas destacaram pautas como segurança pública, custo de vida, família e valores. Esses tópicos ganharam força nas disputas para o Senado, governos estaduais e câmaras legislativas.

O especialista apontou que os assuntos foram relevantes e funcionaram como um recado direto das urnas, embora a gestão federal não tenha conduzido essas temáticas de forma satisfatória.

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Críticas ao STF

Para o professor, a recente crise envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) teve peso menor na decisão do voto popular durante o pleito.

Apesar de o tema gerar debates midiáticos, o analista ressalta que o STF não passa pelo crivo das urnas, o que diminuiu o reflexo direto na escolha dos eleitores.

Contudo, o Senado Federal deve retomar discussões sobre o tema devido à nova configuração parlamentar. O especialista projeta debates sobre o desenho institucional da corte e a limitação de mandatos.

Fim da escala 6x1

No âmbito trabalhista, a discussão sobre o fim da escala 6x1 ganha destaque, com votação prevista sob a liderança do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

A nova composição das casas legislativas, no entanto, pode alterar o ritmo das tramitações. Jeferson avalia que períodos de transição costumam gerar cautela até o alinhamento das lideranças.

Disputa presidencial

Conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a corrida presidencial entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) encaminhou-se para o segundo turno com margem estreita.

Com uma diferença de cerca de 2,22 milhões de votos, o cenário segue competitivo para o pleito marcado para 25 de outubro.

O analista destaca o alto índice de abstenção e a parcela expressiva de eleitores indecisos, fatores que mantêm a disputa em aberto para a nova fase da campanha.

Agendas legislativas

O desfecho da eleição presidencial influenciará diretamente os rumos da Câmara e do Senado a partir de 1º de fevereiro de 2027.

A tendência aponta para uma priorização de pautas ligadas a valores e segurança pública, cujo equilíbrio final dependerá da escolha do próximo presidente.

A propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno retorna nesta sexta-feira (9) e segue até 23 de outubro.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil*