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Terça-feira, 09 de Junho 2026
Notícias/Saúde

PROJETO DE LEI PARA PREVENIR TROMBOEMBOLISMO VENOSO EM HOSPITAIS E EVITAR MORTES TRAMITA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Cirurgias e internações prolongadas aumentam o risco de desenvolvimento da condição

PROJETO DE LEI PARA PREVENIR TROMBOEMBOLISMO VENOSO EM HOSPITAIS E EVITAR MORTES TRAMITA NA CÂMARA DOS DEPUTADOS
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A trombose é um problema frequente no Brasil, apesar de não receber a devida atenção da população. Um Projeto de Lei (PL) tramita na Câmara dos Deputados para a criação obrigatória de comissões de prevenção ao tromboembolismo venoso (TEV) em hospitais públicos, privados e unidades de saúde com internação. 

Para se ter uma ideia, o cirurgião vascular, membro titular da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), Josualdo Euzébio Silva, recorda que apenas em 2024, mais de 75 mil brasileiros foram  internados devido à doença. Em 2025, foram 36 mil internações, somente no primeiro semestre, conforme estatísticas do Ministério da Saúde.

A trombose decorre da formação de um coágulo de sangue em uma das veias.  Geralmente, a condição acontece nos membros inferiores, área em que a circulação é naturalmente mais lenta, mantendo o sangue mais tempo nos vasos, quando não existe auxílio adequado para seu retorno. O trombo pode bloquear a circulação, comprometendo o fluxo sanguíneo e provocando uma série de problemas. 

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Segundo Josualdo, o principal risco da condição está na  embolia pulmonar com o desprendimento de um coágulo, partindo em direção ao pulmão, causando obstrução. “A condição pode ser fatal e, por isso, é preciso atenção  aos sintomas, envolvendo dor no peito, taquicardia, falta de ar e tosse - com ou sem a presença de sangue”, afirma. 

A patologia é desencadeada por uma série de fatores, como genética - que afeta a coagulação - idade avançada, obesidade, diabetes, tabagismo, câncer, gravidez, medicamentos à base de hormônios, sedentarismo, imobilidade em razão de cirurgias e os próprios procedimentos em si, sobretudo, os prolongados. 

O projeto de lei é muito necessário, pois medidas práticas de profilaxia salvam vidas. Algumas das recomendações são a criação dos protocolos de prevenção, mobilização precoce, monitoramento dos fatores de risco e o uso de medicamentos adequados.

A pessoa deve manter atenção aos cuidados para evitar uma evolução do caso. Josualdo ainda explica que normalmente, os medicamentos anticoagulantes são recomendados para tornar o sangue mais ralo e dissolver os trombos.  Os casos mais graves requerem uma intervenção cirúrgica para remover os coágulos ou expandir as veias estreitas ou completamente bloqueadas. 

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