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Quarta-feira, 24 de Junho 2026
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Notícias/Cultura

Raiva em animais: Defesa Agropecuária reforça medidas de prevenção e canais de notificação

Secretaria de Agricultura de Araraquara orienta produtores rurais sobre a identificação precoce da doença e a importância da vacinação do rebanho.

Raiva em animais: Defesa Agropecuária reforça medidas de prevenção e canais de notificação
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A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de Araraquara emitiu um alerta aos produtores rurais sobre o controle da raiva em animais de produção e estimação. O objetivo é intensificar as estratégias de prevenção e agilizar a notificação de casos suspeitos no município, visando conter o avanço desta grave enfermidade viral que compromete o sistema nervoso central de mamíferos.

A transmissão da patologia em herbívoros ocorre prioritariamente pela mordedura do morcego hematófago (Desmodus rotundus), que deposita o vírus por meio da saliva. Estes animais costumam se abrigar em locais escuros e isolados, como bueiros, fendas em rochas, ocos de árvores e construções rurais abandonadas.

De acordo com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo, a colaboração ativa de quem vive no campo é determinante. Ao identificar abrigos de morcegos ou comportamentos atípicos no rebanho, o produtor deve informar as autoridades para que o monitoramento sanitário seja executado com eficácia.

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Identificação de sinais clínicos

Os animais infectados manifestam sintomas neurológicos progressivos que exigem atenção imediata. Entre os principais indícios estão a salivação excessiva, a falta de coordenação motora e a dificuldade evidente em permanecer em pé ou caminhar de forma estável.

Outros sinais incluem paralisia, perda total de apetite e o opistótono, que é a posição anormal da cabeça e do pescoço. Após o início das manifestações clínicas, o quadro clínico evolui de forma agressiva, resultando invariavelmente no óbito do animal em um curto intervalo de tempo.

Vacinação como estratégia fundamental

A imunização periódica permanece como o método mais seguro para evitar a propagação do vírus. A orientação técnica é que a primeira dose seja aplicada a partir dos três meses de idade, com um reforço após 30 dias e, posteriormente, a manutenção de um calendário de vacinação anual.

Manter o rebanho protegido não apenas garante a saúde pública, mas também evita prejuízos financeiros severos ao setor agropecuário. A adesão rigorosa ao cronograma vacinal é a barreira mais eficiente contra a mortalidade causada pela doença em ambientes rurais.

Canais de comunicação e denúncia

Qualquer suspeita de infecção ou ataque frequente de morcegos deve ser reportada imediatamente à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Os produtores podem acessar os canais oficiais pelo endereço eletrônico www.defesa.agricultura.sp.gov.br para formalizar o comunicado.

Também é possível registrar ocorrências através do sistema e-Sisbravet. A Secretaria Municipal de Agricultura reforça que a agilidade na comunicação permite que as equipes técnicas adotem protocolos de contenção rápidos, preservando a integridade econômica e sanitária da região.

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