A implementação dos novos valores da Atividade Delegada em São Carlos está gerando entusiasmo entre os policiais do 38º Batalhão, que agora contam com uma remuneração mais atrativa para atuar no município durante suas folgas. A mudança, aprovada recentemente pela Câmara Municipal, visa fortalecer a segurança pública local através do aumento do efetivo disponível nas ruas.
Anteriormente, a remuneração por oito horas de serviço era de R$ 362,72 para oficiais e R$ 241,76 para praças. No entanto, a incidência de 27,5% de Imposto de Renda (IR) reduzia esses valores líquidos para R$ 262,97 e R$ 175,20, respectivamente, tornando a escala menos vantajosa para os profissionais de segurança.
Com a nova legislação aprovada em 30 de junho, oficiais passam a receber R$ 424,00 e praças R$ 367,68 por turno de 8 horas. O diferencial crucial é a isenção de IR, resultando em um aumento real que chega a 80% para oficiais e supera 100% para os praças, corrigindo uma defasagem histórica nos pagamentos.
Estratégia de comando e integração
O comando da unidade, liderado pelo tenente-coronel Samuel Fernandes Soares e pelo major Gonzales, reuniu-se com profissionais de imprensa nesta quinta-feira, 2 de julho. O encontro serviu para apresentar o novo Plano de Comando e alinhar protocolos de comunicação institucional, seguido de uma coletiva detalhada.
Durante a coletiva, o tenente-coronel Samuel enfatizou a importância da integração entre as forças policiais e a administração municipal. Para o comandante, a segurança deve caminhar lado a lado com pilares fundamentais oferecidos pelo poder público, como saúde, lazer e educação.
Vigilância Solidária e combate à desinformação
Entre as metas estabelecidas, destaca-se o incentivo aos grupos de Vigilância Solidária. A iniciativa busca ampliar a percepção de segurança através da colaboração comunitária direta. Além disso, o comando destacou a necessidade crítica de combater as fake news, especialmente em anos eleitorais.
O planejamento operacional prevê o reforço do policiamento em pontos estratégicos, como a região da Cidade Jardim, Tijuco Preto e o entorno do Terminal Rodoviário. O comandante também abordou a complexidade da população em situação de rua, tratando o tema como um desafio social de múltiplas camadas.
Ao tratar o assunto, Samuel descartou abordagens puramente repressivas para problemas de vulnerabilidade. "É um problema social e não vamos tratá-lo com porrada, tiro e bomba", afirmou o oficial, defendendo uma solução que respeite a complexidade da questão humana envolvida.
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