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A empresa brasileira Bepass iniciou a expansão internacional de seu sistema de reconhecimento facial para estádios da América do Sul, levando a tecnologia de segurança e controle de acesso para a Argentina e o Chile. A iniciativa visa modernizar a entrada de torcedores em grandes arenas latinas, replicando o modelo de sucesso já consolidado em diversos clubes do futebol brasileiro.

A estreia fora do país ocorreu no histórico estádio José Amalfitani, do Vélez Sarsfield, em Buenos Aires, que comporta mais de 49 mil espectadores. Logo depois, a operação foi estendida ao Estádio Nacional de Santiago, no Chile, cuja capacidade supera 46 mil pessoas.

Consolidação no mercado brasileiro

No Brasil, a trajetória da Bepass começou em 2023 em parceria com o Palmeiras. O movimento antecipou as exigências da Lei Geral do Esporte, que tornou obrigatória a biometria em arenas com capacidade acima de 20 mil pessoas a partir de junho de 2025.

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Atualmente, a tecnologia gerencia o fluxo de torcedores em palcos importantes do futebol nacional. Entre eles estão o Maracanã, MorumBIS, Nilton Santos, Vila Belmiro, Arena do Grêmio, Arena Barueri e o Nubank Parque.

Agilidade e segurança nas catracas

O uso da biometria permite um fluxo de entrada até três vezes mais rápido se comparado ao uso de QR Codes tradicionais. Além de agilizar o acesso, o sistema vincula o ingresso diretamente à identidade do comprador, combatendo o cambismo e auxiliando na identificação de indivíduos com restrições judiciais.

Segundo Ricardo Cadar, fundador e CEO da Bepass, a internacionalização exige cuidados que vão além de simplesmente exportar o software. O executivo destaca a necessidade de compreender as leis locais, os hábitos de consumo e as demandas específicas de cada novo mercado parceiro.

A escolha estratégica por Argentina e Chile reflete a paixão local pelo futebol e a infraestrutura de suas grandes arenas. Esses fatores criam o cenário ideal para a modernização tecnológica dos sistemas de segurança esportiva no continente.