Por Sérgio Carvalho
Neste dia 14 de abril de 2026, o Santos, uma das maiores potências do futebol mundial, comemora seu 114º aniversário. A trajetória da instituição começou quando os amigos Francisco Raymundo Marques, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior se reuniram para fundar um clube de futebol na cidade litorânea, embora poucas pessoas tenham comparecido ao encontro inicial.
Ainda assim, o trio seguiu com o plano de estabelecer a agremiação que leva o nome da sede e definiu que as cores originais seriam o azul e o branco com detalhes dourados. Entretanto, em 31 de março de 1913, o dourado foi abandonado, e o uniforme passou a ser composto por calções brancos e camisas com listras em preto e branco.
Marcelo Teixeira
Flaminio Levy foi o primeiro a ocupar o cargo de presidente. Atualmente, o clube é gerido por Marcelo Teixeira, que já esteve à frente da diretoria em outras duas ocasiões no passado. Seu mandato atual está previsto para terminar em dezembro deste ano.
Se fossem contabilizados os troféus da era amadora, o Santos somaria 305 conquistas. Para detalhar melhor esse histórico, apresento a seguir a contagem de títulos profissionais obtidos pelo Peixão ao longo de seus cento e quatorze anos de vida:
- Campeonatos Paulistas – 22
- Copa Libertadores – 3
- Mundiais – 2
- Campeonatos Brasileiros – 8
- Copa do Brasil – 1
- Recopa – 1
- Copa Conmebol – 1
- Torneios Rio-São Paulo – 5
O auge com Pelé
Como entusiasta do futebol, acompanho o Santos desde a minha juventude. Por essa razão, tenho propriedade para afirmar que a melhor formação da história santista ocorreu durante a era de Pelé.
Aquele elenco memorável contava com Gilmar no gol; Carlos Alberto, Mauro, Calvet e Dalmo na defesa; Zito e Mengálvio no meio-campo; e um ataque formado por Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe.
Era uma equipe magnífica que, além de outros grandes talentos, tinha Pelé, o maior jogador de todos os tempos. Era gratificante assistir às suas exibições, e o time raramente encerrava uma partida com menos de dois gols marcados.
Tive a oportunidade de presenciar um clássico entre Santos e Palmeiras, no Pacaembu, que terminou com o placar de 7 a 6 para os santistas. Também assisti, no mesmo estádio, a uma vitória do São Paulo por 3 a 1, em um confronto no qual o time da Vila teve dois jogadores expulsos, sendo um deles o próprio Pelé.
Neymar, a última grande joia
A imagem histórica que o Santos consolidou perante o público é a de uma equipe ofensiva, que prioriza o ataque e a busca pelo gol. Por esse motivo, os estádios onde o clube se apresentou, tanto no Brasil quanto no exterior, costumavam estar sempre lotados.
Neymar, que caminha para a reta final de sua carreira, foi o último grande expoente revelado pela base do clube. Após o seu surgimento, nenhum outro jogador com o mesmo protagonismo apareceu na Vila Belmiro, um fato que permanece sem uma explicação clara.
Comentários: