Uma pesquisa recente do Instituto QualiBest revelou que sete em cada dez brasileiros têm receio de comprar remédios pela internet devido ao risco de falsificação.

O levantamento foi encomendado pela Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Foram ouvidas 2.024 pessoas em todo o país no mês de julho.

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Para 85% dos entrevistados, as plataformas digitais são as principais responsáveis pela oferta de produtos sem procedência.

Além da pirataria, 59% temem receber itens vencidos ou mal armazenados.

Outros 54% citam o perigo de adquirir mercadorias sem o registro oficial da Anvisa.

Mudanças na Anvisa

Recentemente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária revogou proibições antigas sobre a propaganda de fármacos em aplicativos.

No entanto, a decisão não libera a venda automática por marketplaces.

A nova Lei nº 15.357/2026 permite apenas que farmácias contratem canais digitais para a logística e entrega.

A medida ainda exige uma regulamentação específica da Anvisa para entrar em vigor.

O CEO da Abrafarma, Sérgio Menna Barreto, reforçou que o processo precisa de regras claras e supervisão profissional constante.

Visão jurídica e do consumidor

O Procon-RJ alerta que as farmácias e as plataformas online respondem solidariamente por eventuais prejuízos ao cliente.

Especialistas recomendam desconfiar de preços muito baixos e guardar todas as notas fiscais.

Apesar do receio com a saúde, 95% dos brasileiros já adotam o hábito de fazer compras no ambiente virtual regularmente.

FONTE/CRÉDITOS: Alana Gandra – repórter da Agência Brasil