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Técnico da Fundesport Araraquara integrou comissão técnica do Brasil nas Paralimpíadas 2021!

Alex Sabino foi um dos criadores da equipe de atletismo ACD (atletas com deficiência) de Araraquara

Técnico da Fundesport Araraquara integrou comissão técnica do Brasil nas Paralimpíadas 2021!
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O técnico de atletismo Alex José Sabino se despediu da equipe de Araraquara há quatro anos, porém plantou uma semente que gerou e continuará gerando frutos por muito tempo na cidade. Ele foi uma das peças-chave da criação da equipe de atletismo ACD (atletas com deficiência) da Fundesport em 2003 e foi o primeiro técnico do grupo que desde então passou a colecionar conquistas. A excelência de seu trabalho o levou a ser convidado para trabalhar com atletas de alto rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e atualmente integra a comissão técnica do atletismo do Brasil nas Paralimpíadas de Tóquio.

Alex fala de sua emoção ao participar do evento que chama a atenção do mundo para o talento e capacidade dos atletas com deficiência. "É extremamente complexo descrever qual a sensação, pois tudo é muito maior, a pressão, a ansiedade e a competitividade. Pelas responsabilidades junto aos atletas, consegui me manter concentrado no nosso objetivo que é o pódio paralímpico", destaca.

Ele relembra do momento em que recebeu o convite para integrar a comissão técnica em Tóquio. "Minha reação foi emotiva, pois ocorreu também a convocação dos atletas e ver todos os atletas do grupo que trabalho convocados me emocionou muito, mesmo sabendo que alguns já tinham carimbado o passaporte por ter ganho o Campeonato Mundial em 2019", conta o professor, que destacou a peculiaridade desta edição dos Jogos Paralímpicos. "A convocação é a mais esperada do ciclo para todos que estão aqui, sem dúvida. Representar nossa nação é um privilégio sempre. Tive a honra de estar como técnico representando a Seleção Brasileira Paralímpica no Parapan-Americano de 2019 em Lima no Peru, Campeonato Mundial em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e ser convocado para o ciclo mais longo da história e para os Jogos Paralímpicos mais atípico é algo maravilhoso", analisa.

Alex avalia o desempenho brasileiro nas Paralimpíadas de Tóquio. "A participação do atletismo da delegação brasileira é sempre um grande espetáculo. Graças a muito trabalho, temos ótimos atletas, entre eles vários recordistas mundiais e medalhistas paralímpicos. Quando chegamos na Vila Paralímpica e no Estádio Olímpico, somos observados, comprimentados e filmados quase sempre. Tudo isso graças às gerações anteriores e atuais, com resultados que fizeram a modalidade se tornar uma potência. Temos metas individuais que elevam o objetivo em grupo, por isso estamos disputando muitas medalhas e pretendemos melhorar o resultado geral comparado com a Rio 2016", assegura.

"É preciso começar"

Alex comenta que as crianças com deficiência devem ser estimuladas a praticar esportes. "Para as crianças que querem iniciar na atividade física, o esporte adaptado é a primeira porta, a porta de entrada para a liberdade, para o conhecimento, para a expansão do horizonte. Eu digo sempre que são duas chaves: a educação e o esporte. Foram por essas duas chaves que eu pude conhecer outras cidades, outros estados e alguns países, e consegui com isso ótimas amizades, assim como os atletas que trabalhei e trabalho, que tiveram grandes oportunidades na vida e alguns ainda estão tendo. Então a mensagem que deixo para essas crianças é para que elas iniciem, que acreditem e persistam, porque tudo é possível desde que você faça", aconselha.

O treinador valoriza o trabalho dos professores que possuem a capacidade de garimpar os talentos paralímpicos desde a infância. "O profissional da educação física é um captador e semeador de sonhos. A gente visualiza a criança, o adolescente e já estima lá na frente. E quando a criança nos procura, tudo isso fortalece ainda mais, tudo isso é muito maior, muito mais forte. Hoje fico muito feliz em ver a iniciação esportiva paralímpica crescendo dentro do nosso estado, do nosso país, e me sinto lisonjeado por ter começado a iniciação esportiva paralímpica no município de Araraquara", acrescenta.

Ele destaca a importância de gerar oportunidades para esse público. "Sabemos que o esporte de alto rendimento é seleto, mas a prática da iniciação esportiva, do esporte e lazer, é estimulante. Então o que precisamos é oportunizar. Temos muitas e ótimas histórias de atletas que hoje estão representando a Seleção Brasileira Paralímpica que iniciaram no esporte através de uma reabilitação, alguns porque foram acompanhar um colega, um irmão, ou viram na TV, então tudo é questão de oportunidade. Não importa onde você mora, não importa sua condição financeira, é possível. Às vezes não vai acontecer de você treinar o esporte que você gosta, mas você pode conhecer um esporte que você é bom", garante.

Trabalho em Araraquara

Alex nasceu em 1983 em São Carlos e teve seu talento para o atletismo descoberto ainda na infância. Integrou as categorias de base do atletismo de sua cidade natal por cinco anos e veio para a equipe de Araraquara, onde ficou por mais de uma década. Representou muito bem o nome da cidade e colecionou medalhas de Campeonato Paulista Juvenil, Campeonato Paulista Adulto, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior, Torneio Regional, Troféu Brasil e Open Internacional de Atletismo.

Com o propósito de promover a inclusão social, os Jogos Regionais passaram, em 2003, a contar com as competições de ACD (atletas com deficiência). Araraquara não possuía uma equipe nessa época, por isso a Secretaria de Esportes entrou em contato com a UDEFA (União dos Deficientes de Araraquara), onde foi criada uma equipe para a primeira participação na cidade. Não existia um responsável pela equipe e então o professor Elder Bueno pediu para Alex ajudá-los na locomoção, na pista, entre outras coisas. A estreia do ACD araraquarense foi uma surpresa positiva, já que a equipe terminou na segunda colocação geral. Desde então, ele passou a treinar a equipe e houve uma evolução contínua, com nomes que brilharam no Brasil e no exterior.

Alex se orgulha do trabalho que ajudou a construir na cidade. "Hoje Araraquara conta com uma equipe com ótimos resultados no coletivo e excelentes resultados no individual. Hoje o destaque na cidade é o Matheus de Lima, um atleta que tem 18 anos, porém iniciou muito cedo e pôde conhecer muitas pessoas, muitas cidades, viajar fazendo o que gosta, que é correr, saltar e treinar. E hoje, pelo seu resultado, ele consegue ter uma condição melhor, ser reconhecido. Há dois anos ele era juvenil e bateu o recorde brasileiro da categoria adulto. Isso foi muito bom. Temos o Pablo Fabrício Furlan, que representou Araraquara muitos anos, foi campeão regional, campeão estadual, campeão brasileiro, campeão pan-americano e campeão mundial juvenil, com mais de três convocações para a seleção principal. Ele teve a iniciação no esporte, conheceu o atletismo através da escola e com os treinamentos pôde viajar, conhecer cidades, países e muitas pessoas com as duas chaves que citei anteriormente, que são o esporte e a educação", finaliza Alex.
 
 

 

 

 
FONTE/CRÉDITOS: Secom - Prefeitura de Araraquara
Rodrigo S. (Editor)

Publicado por:

Rodrigo S. (Editor)

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