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A urna eletrônica completa 30 anos transformando radicalmente o processo democrático do Brasil. Antigamente, os eleitores preenchiam cédulas de papel que exigiam dias de apuração manual, abrindo margem para fraudes. Hoje, o país conhece seus representantes políticos em poucas horas.
O desenvolvimento do equipamento começou em 1995, reunindo especialistas de vários órgãos governamentais. A estreia ocorreu nas eleições municipais de 1996 como um teste parcial, sendo universalizada para todo o território nacional no ano 2000.
Evolução e segurança
Ao longo das décadas, o dispositivo recebeu diversas melhorias técnicas. Em 1998, as fotos dos candidatos passaram a aparecer na tela. Depois, vieram a identificação biométrica e auditorias rigorosas nos códigos-fonte coordenadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O equipamento não possui conexão com a internet, o que impede ataques cibernéticos remotos. O sistema passa por mais de 40 etapas de auditoria e nunca teve nenhuma fraude comprovada em toda a sua história.
Reconhecimento internacional
O sucesso tecnológico brasileiro serviu de exemplo para o mundo. Pelo menos 34 nações já adotaram algum tipo de sistema eletrônico de votação, com 17 delas utilizando urnas eletrônicas semelhantes, incluindo países como Índia, França e Estados Unidos.
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