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As lentes de contato parecem objetos simples. Contudo, diariamente, milhares de brasileiros fazem seu uso incorreto para corrigir problemas de visão, colocando a saúde ocular em risco. A atenção aos cuidados dos olhos, durante o uso do aparato é fundamental, evitando complicações oculares graves. Exatamente por esse motivo que a campanha de conscientização é intensificada por oftalmologistas com o “Setembro Safira”.
Assim como os óculos, as lentes corrigem o grau, porém, com a vantagem de serem praticamente imperceptíveis, facilitando o uso diário. A escolha do tipo (gelatinosa, rígida ou híbrida) depende de necessidades individuais e condições oculares, como o ceratocone.
A oftalmologista do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Paula Guimarães, alerta que apesar da praticidade, as lentes causam desconfortos e ocorrências sérias, como olho seco, irritação, pequenas lesões superficiais, neovascularização corneana - caracterizada pelo crescimento de vasos sanguíneos em direção à córnea, em resposta à diminuição da oxigenação ocular - além do risco de infecção, como por exemplo com a acanthamoeba.
Trata-se de um protozoário, encontrado em ambientes como o solo, rios, piscinas, água do mar e, até mesmo, água de torneira. “A infecção provoca ceratite grave, úlceras de córnea e perda visual, reforçando a importância da higiene correta e de retirar as lentes em momento adequado, pois, sobretudo as gelatinosas, retêm água e favorecem esse tipo de contaminação”, explica.
A verdade é que os problemas surgem, justamente, quando se desrespeita orientações médicas ou do fabricante, ultrapassando o tempo de uso recomendado e usando as lentes em situações inadequadas - ambientes úmidos - e sem a higiene necessária.
Para Paula, alguns sinais requerem atenção imediata: vermelhidão persistente, dor intensa, visão embaçada, sensibilidade à luz (fotofobia), secreção ocular e sensação constante de corpo estranho. Nesses casos, a recomendação é remover as lentes e consultar um oftalmologista imediatamente. A automedicação nunca é indicada, pois agrava os sintomas. Apenas o especialista pode definir o tratamento correto com uma avaliação completa e, por isso, consultas periódicas são essenciais.
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