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Investimentos que rendem 1% ao mês valem a pena?

Análise simples mostra quais aplicações podem trazer mais retorno financeiro aos investidores.

Investimentos que rendem 1% ao mês valem a pena?
Foto: Freepik
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O retorno financeiro é um dos principais aspectos considerados pelos investidores na hora de decidir onde investir. Para quem tem o perfil mais conservador (com menos disposição aos riscos), conciliar rentabilidade e segurança pode parecer uma tarefa difícil. No entanto, uma análise matemática simples revela o contrário.

A caderneta de poupança segue como a aplicação mais popular entre os brasileiros — é a opção para cerca de 30 milhões de pessoas que buscam uma alternativa de rendimento. A informação é da pesquisa Raio-X do Investidor Brasileiro, publicada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) em 2021.

De acordo com o estudo, a preferência pela caderneta de poupança é justificada pela “segurança”. Mas quem mantém o dinheiro na aplicação não tem um retorno financeiro atrativo. Como o rendimento tem sido de 0,5% ao mês — o que significa 6,17% ao ano —, ele está abaixo da inflação, estimada em torno de 10% ao ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Portanto, no decorrer do tempo ocorre a desvalorização do dinheiro economizado. 

Análise matemática

Os especialistas financeiros recomendam pensar em outras alternativas que ofereçam segurança e um rendimento superior à poupança — de 1% ao mês, por exemplo. A matemática mostra que, aumentando um pouco o percentual mensal, o retorno financeiro final pode ser bem maior.

Um produto financeiro que rende 1% ao mês, em um ano vai pagar 12,7% ao investidor. O percentual é superior à inflação, proporcionando um ganho real para quem investe.

Onde investir: renda fixa e renda variável

Há diferentes opções de investimentos que oferecem a rentabilidade de 1% ao mês. Por conta do fator risco, porém, nem todas seriam consideradas por quem mantém o dinheiro na caderneta de poupança. Esse é o caso de boa parte dos produtos da renda variável, como ações, debêntures e criptomoedas. 

Para esse público, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) são uma alternativa. Os FIIs podem ser seguros, por isso são indicados pela Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin) para quem deseja começar com a renda variável. O risco associado a esse tipo de fundo é bem menor em comparação com os outros produtos da modalidade. 

Segundo as informações divulgadas pelo Clube FII, portal que reúne informações sobre essa classe de ativos, cerca de 30 fundos oferecem uma rentabilidade mensal de 1%. Avaliar a lista pode auxiliar o investidor a fazer suas escolhas.

Considerada mais segura que a variável, a renda fixa também pode remunerar em torno de 1% ao mês. Na atual conjuntura, com a taxa básica de juros Selic a 11,75% ao ano e o IPCA em torno de 10% durante o mesmo período, os títulos públicos do Tesouro Direto entram para a lista de opções. 

A orientação do mercado financeiro é preferir títulos atrelados à Selic ou ao IPCA, mas que sejam híbridos. Isso significa que a remuneração oferece um percentual além da taxa básica de juros ou da inflação, o que pode fazer com que o rendimento alcance os 12,7% ao ano. 

Outra possibilidade é investir nos Certificados de Depósito Bancário (CDBs) que tenham remuneração acima de 100%. A rentabilidade desse ativo é atrelada à taxa CDI, que mantém valores próximos à Selic. Portanto, para chegar ao 1% mensal (ou 12,7% ao ano) com segurança, é necessário que o CDB pague mais do que 100% do CDI, que corresponde a 11,75% ao ano.

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