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Domingo, 26 de Julho 2026
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Projeto leva esporte e educação ambiental a comunidades da Terra Indígena Bacajá, no Pará

Iniciativa é contemplada no Programa Transpetro em Movimento, viabilizada por meio da Lei de Incentivo ao Esporte

Projeto leva esporte e educação ambiental a comunidades da Terra Indígena Bacajá, no Pará
FOTO: DIVULGAÇÃO/ASSOCIAÇÃO BERE
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Práticas tradicionais como arco e flecha, cantos e danças indígenas agora fazem parte de um calendário esportivo estruturado na Terra Indígena Bacajá, no Pará. O projeto “Kurkràdjá Xikrin Transpetro”, desenvolvido pela Associação Indígena Berê Xikrin em parceria com a Transpetro, busca fortalecer a cultura do povo Xikrin ao mesmo tempo em que incentiva o esporte e a educação ambiental entre diferentes gerações.

O projeto foi contemplado no Programa Transpetro em Movimento, viabilizado por meio da Lei de Incentivo ao Esporte. Na prática, o apoio ao “Kurkràdjá Xikrin” leva recursos e políticas públicas a territórios e populações historicamente afastados do fomento esportivo estruturado.

Este projeto é um marco para o nosso povo em torno de um objetivo comum. O Xikrin sempre foi apaixonado pelo esporte, mas agora temos organização para fortalecer tanto o futebol quanto as nossas tradições, como o arco e flecha“, comenta o Cacique Beb Kamati Xikrin, Presidente da Associação Indígena Bere Xikrin da TI Bacajá.

Ao todo, a iniciativa movimenta a Aldeia Krahn e outras 14 comunidades ligadas à Associação Berê Xikrin. O cronograma inclui seis modalidades: corrida, pau de sebo, cabo de guerra, arco e flecha, além do futebol nas categorias feminina e masculina. As atividades respeitam os costumes locais e buscam o equilíbrio entre a tradição e o interesse da comunidade.

Vejo como uma oportunidade de ensinar aos nossos jovens a importância da união e do cuidado com as nossas raízes. Ver nossa cultura viva, com cantos e danças integrados às competições, nos dá a certeza de que estamos construindo um futuro mais forte para as próximas gerações da Terra Indígena Bacajá“, acrescenta o cacique.

Para a gerente geral de Comunicação Empresarial da Transpetro, Lilian Rossetto, a parceria fortalece a cultura e a integração dos povos originários, promovendo um Brasil mais diverso e conectado às suas raízes.

O projeto incentiva a prática de esportes tradicionais conduzidos pelas próprias comunidades indígenas do Pará, estimulando a participação de diferentes públicos e idades. Valorizar o esporte brasileiro e reconhecer a vocação de cada território estão entre nossos compromissos, e esta iniciativa reafirma nossa visão de futuro, pautada no desenvolvimento, respeito e inclusão.“, defende.

Integração entre as aldeias

A rotina do projeto é dividida entre as aldeias e um polo central. Enquanto os treinos e o aprimoramento individual ocorrem diariamente em cada comunidade, os amistosos e grandes encontros mensais são realizados na Aldeia Krahn. Além da técnica, os participantes recebem noções teóricas e vivências coletivas.

A preservação da natureza também entra em campo. Toda a execução é orientada por práticas sustentáveis, com ações de conscientização sobre o descarte correto de resíduos e o cuidado com o território. O objetivo, por sua vez, é reforçar valores que já fazem parte do modo de vida Xikrin, integrando o esporte ao cuidado com a floresta.

Para o povo Xikrin, o projeto resolve um antigo desafio: a falta de continuidade. Apesar da paixão histórica por esportes, as atividades nas aldeias não contavam com uma estrutura organizada e formativa. Agora, o trabalho segue um planejamento que integra diferentes gerações e promove o desenvolvimento contínuo de atletas e líderes comunitários.

Os primeiros passos foram dados entre novembro e dezembro, com a organização das equipes e reuniões de logística. Como o deslocamento entre as aldeias é complexo, foi adotado um modelo híbrido: treinos locais durante a semana e um encontro coletivo mensal para celebração e intercâmbio.

O primeiro desses encontros ocorreu em dezembro, na Aldeia Krahn. O evento transformou a arena esportiva em um palco de valorização cultural, com danças e cantos tradicionais que reafirmaram a identidade do povo Xikrin. Para a Transpetro, o investimento reconhece o protagonismo indígena e amplia o alcance social da empresa em áreas remotas.

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Dione Alves

Publicado por:

Dione Alves

Mineiro, Dione Alves é jornalista e pós-graduado em Marketing de Relacionamento. Também é especialista em Cinema de Animação. Tem experiência em assessoria de imprensa para o mercado corporativo.

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