É muito comum o suor em regiões de altas temperaturas, especialmente na hora das atividades físicas ou mesmo em situações de medo, nervosismo e raiva. O que não é normal é o suor excessivo ou hiperidrose, uma condição que afeta as glândulas sudoríparas dos pacientes tornando-as hiperfuncionantes. Algumas pessoas suam excessivamente. É tanto suor que a pessoa convive com desconforto e constrangimento de estar quase sempre com roupas molhadas e muito suor pelo corpo.
A hiperidrose faz com que o paciente transpire até mesmo em momentos de repouso e mesmo sob temperaturas baixas e pode hereditária, sequela de alguma doença ou mudanças emocionais. O suor excessivo pode atingir também palmas das mãos, solas dos pés, couro cabeludo, virilhas, rosto. O dermatologista Weber Coelho, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, comenta que algumas pessoas optam por usar somente roupas pretas para disfarçar o problema.
Segundo o médico, a toxina botulínica, ou botox, é o tratamento mais eficaz para as axilas. Trata-se de um procedimento dermatológico de consultório em que se aplica uma toxina para paralisar a glândula sudorípara. “É um tratamento sem efeitos colaterais e o mais interessante, não ocorre compensação dessa sudorese”, alerta. Segundo ele, a hiperidrose também pode ser tratada cirurgicamente. Neste caso, é como se desligasse o sinal que coloca o organismo na condição de suar em excesso. A cirurgia é recomendada para casos de pacientes que não respondem a tratamentos clínicos, porém, há compensação de suor, ou seja, o paciente passa a suar mais em outras regiões do corpo.
“Não há compensação de suor no tratamento com toxina botulínica”, explica o dermatologista, mestre pela USP. Há vários tratamentos para a hiperidrose, como indicação de antitranspirantes reforçados, medicamentos inibidores das glândulas sudoríparas, tratamentos com eletricidade para neutralizar as glândulas, curetagem e liposucção que remove glândulas sudoríparas e da gordura nas axilas, mas só o médico pode indicar o melhor tratamento que avalia não apenas a gravidade da hiperidrose no paciente, mas também as condições de saúde da pessoa.
“Não recomendamos, de forma alguma, a automedicação ou receitas caseiras para controlar a hiperidrose. Trata-se de um problema que não causa outros males à saúde em geral, mas é mais uma condição alvo de preconceitos. Por isso, é importante esclarecer sobre o assunto”, comenta Weber Coelho.