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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

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Brasil registra desaceleração no crescimento populacional e envelhecimento da população

Pesquisa aponta aumento no número de pessoas que residem sozinhas em 2025.

Brasil registra desaceleração no crescimento populacional e envelhecimento da população
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A população brasileira está em processo de envelhecimento e o seu crescimento tem diminuído de ritmo. Essa constatação é fruto da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, o Brasil contabilizou 212,7 milhões de habitantes, representando um acréscimo de 0,39% em comparação a 2024. A taxa de expansão populacional tem se mantido abaixo de 0,60% desde 2021. Em termos de gênero, 51,2% da população eram mulheres e 48,8% homens.

Mudanças demográficas e etárias

A análise da distribuição etária da população revela uma redução na proporção de indivíduos com menos de 40 anos, que diminuiu 6,1% entre 2012 e 2025. Em contrapartida, observou-se um aumento nos grupos etários superiores: a faixa de 40 a 49 anos passou de 13% para 15%, a de 50 a 59 anos subiu de 10% para 11,8%, e o grupo com 60 anos ou mais saltou de 11,3% para 16,6%.

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Essa transição demográfica se reflete na pirâmide etária, que apresentou um estreitamento em sua base e um alargamento em seu topo ao longo do período analisado, com uma diminuição notável na população até 39 anos.

As disparidades regionais persistem. As regiões Norte e Nordeste concentram as maiores parcelas de jovens, com 22,6% e 19,1% da população até 13 anos, respectivamente. Já as regiões Sudeste e Sul destacam-se pela maior presença de idosos, ambas com 18,1% de habitantes com 60 anos ou mais.

Alterações significativas também foram registradas na autodeclaração de cor ou raça. Houve uma diminuição no número de pessoas que se identificam como brancas em todas as regiões do país, caindo de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025. Paralelamente, o percentual de autodeclarados pretos aumentou de 7,4% para 10,4%.

A Região Norte liderou o crescimento percentual da população preta, passando de 8,7% para 12,9%. A Região Sul observou o maior avanço na população parda, de 16,7% para 22%, e a maior retração na população branca autodeclarada, de 78,8% para 72,3%.

Aumento de domicílios unipessoais

O percentual de indivíduos que residem sozinhos também apresentou crescimento, atingindo 19,7% dos domicílios em 2025, um aumento considerável em relação aos 12,2% registrados em 2012. Apesar disso, o arranjo familiar nuclear, que inclui casais ou pais com filhos, continua sendo o predominante, representando 65,6% dos lares, embora tenha havido uma leve queda em relação aos 68,4% de 2012.

A pesquisa revela distinções por idade e gênero entre os que vivem sós. Entre os homens nesta condição, a maioria (56,6%) encontra-se na faixa etária de 30 a 59 anos. Já entre as mulheres, o grupo mais expressivo (56,5%) é o de 60 anos ou mais.

No que tange à condição de ocupação dos imóveis, a proporção de residências alugadas subiu para 23,8%, um aumento de 5,4 pontos percentuais desde 2016. Em contrapartida, os domicílios próprios já quitados diminuíram para 60,2%, uma redução de 6,6 pontos percentuais no mesmo período.

Observou-se também uma mudança no tipo de moradia: casas continuam sendo a preferência majoritária, mas sua participação recuou para 82,7%, enquanto apartamentos ganharam espaço, alcançando 17,1%.

Infraestrutura básica e bens duráveis

Os indicadores de infraestrutura mostram progresso, mas as desigualdades regionais persistem. O acesso à água potável por rede geral de abastecimento alcançou 86,1% dos domicílios, sendo 93,1% em áreas urbanas e apenas 31,7% em zonas rurais.

A Região Norte apresenta o menor índice de acesso à rede geral de água, com 60,9%, e uma dependência significativa de poços, com 22,8% dos domicílios. O Sudeste, por sua vez, garante o abastecimento de água por rede geral em 92,4% de seus lares.

Em relação ao saneamento, 71,4% dos domicílios brasileiros possuem acesso à rede geral de esgoto ou fossa ligada à rede. Contudo, esse índice cai drasticamente para 30,6% na Região Norte, onde métodos de esgotamento mais precários ainda são predominantes (39,3%). Na Região Sudeste, o acesso à rede geral ou fossa séptica conectada à rede atinge 90,7%.

A coleta direta de lixo por serviços de limpeza atende a 86,9% dos domicílios no país, um avanço de 4,2 pontos percentuais desde 2016. As regiões Norte e Nordeste registram os menores percentuais de coleta direta (ambas com 79,3%) e os maiores índices de lixo queimado nas propriedades (14,5% e 13%, respectivamente).

O acesso à energia elétrica encontra-se próximo da universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem conexão à rede. Nas áreas urbanas, esse percentual é de 0,5%. A zona rural da Região Norte continua a apresentar os piores índices, com 15,1% dos domicílios sem acesso à rede geral de energia.

A pesquisa também aponta um aumento no acesso a bens de consumo duráveis. Em 2025, 98,4% dos domicílios possuíam geladeira e 72,1%, máquina de lavar, contra 98,1% e 63%, respectivamente, em 2016.

O percentual de residências com carro próprio chegou a 49,1%, enquanto a presença de motocicletas foi registrada em 26,2% dos lares.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil
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