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A lei brasileira permite o voto facultativo para pessoas abaixo dos 18 e acima dos 69 anos. A isenção provoca um paradigma, uma vez que muitos acreditam que poder escolher é um alívio, considerando as eleições uma grande responsabilidade. Por outro lado, para outros, a idade não significa nada e querem continuar contribuindo ativamente com o crescimento do país. 

A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é que o Brasil tenha mais de 17 milhões de indivíduos com 70 anos ou mais, um número elevado capaz de fazer a diferença em resultados. A especialista em liderança e gestão, engenheira e escritora, Sônia Jordão, é uma das pessoas que ainda prefere exercer seu direito e acredita que é capaz de fazer a diferença, mesmo após não ser mais  obrigada a se dirigir as urnas.

O voto é considerado um ato fundamental de cidadania, dignidade e autonomia. A  verdade é que os resultados são capazes de dar voz a diferentes grupos, muitas vezes, marginalizados, completamente ignorados por projetos de políticas públicas, sendo esta, a oportunidade, de manifestarem suas preferências e continuarem mostrando ao resto da população, que a idade é apenas um número.

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