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Notícias/Saúde

CASOS DE EMBOLIA CRESCEM 89%, ANDERSON DO GRUPO MOLEJO É UMA DAS VÍTIMAS

A embolia é uma das consequências da trombose, que tem data de conscientização celebrada hoje

CASOS DE EMBOLIA CRESCEM 89%, ANDERSON DO GRUPO MOLEJO É UMA DAS VÍTIMAS
@cantorandersonleonardo Instagram / Reprodução
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A embolia pulmonar tem sido um problema cada vez mais frequente na sociedade. Em 10 anos, a estimativa da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) é de que o aumento de diagnósticos seja superior a 89%, passando de 5.797 casos em 2012 e 10.953 em 2021, agora, a vítima foi o cantor Anderson Leonardo, do grupo Molejo.

Anderson, 51, foi internado no início de setembro, no Rio de Janeiro, com suspeita de pneumonia, e depois de ser submetido a exames para confirmação do problema, foi identificado que, na verdade, se tratava de uma embolia pulmonar.

O cirurgião vascular e membro titular da SBACV, Josualdo Euzébio Silva, explica que a embolia surge quando um coágulo de sangue se desprende de seu local de formação e chega até os pulmões, causando diferentes danos. Normalmente, a origem para seu desenvolvimento está ligada à trombose, condição silenciosa, em que os coágulos se formam, principalmente nos membros inferiores, onde a circulação é mais lenta.

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Outros motivos para a formação dos coágulos são idade superior a 40 anos, distúrbio de coagulação, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), imobilização prolongada, procedimento cirúrgico extenso, lesão, obesidade, insuficiência cardíaca, gravidez, pós-parto, consumo de anticoncepcionais e repositores hormonais com estrógeno, tabagismo e o câncer. Além da idade, Anderson está em tratamento contra um câncer de testiculo desde outubro do ano passado.

Os sintomas da embolia envolvem dores no peito, a falta de ar ou respiração mais acelerada, ritmo cardíaco acelerado, palpitações, baixa oxigenação do corpo, sudorese, tontura e uma tosse seca persistente acompanhada em alguns casos, de sangue.

Pelo caráter silencioso da situação, muitos pacientes a descobrem repentinamente, em uma realidade mais grave, que pode levar à óbito através do infarto ou a uma hipertensão pulmonar.

Ainda segundo Josualdo, o diagnóstico é realizado através de exames de imagem, e o tratamento pode ser feito em ambiente hospitalar ou com uso de anticoagulantes por até seis meses, variando conforme gravidade.

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