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Clubes brasileiros e SAF é um casamento que vai dar muitos frutos ou vai virar guerra?!

A nova moda brasileira é transformarem em clube-empresa para quitação de dívidas e maiores investimentos.

Clubes brasileiros e SAF é um casamento que vai dar muitos frutos ou vai virar guerra?!
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Uma nova onda tem afetado o Brasil. E não é pandemia do coronavírus, e sim as SAF (Sociedade Anônima do Futebol) comprando alguns clubes aqui no páis. Primeiro foi o Cruzeiro, depois o Botafogo, e agora o mais novo da lista é o Vasco.

As SAF começou a ganhar notoriedade na mídia no final do ano passado e tem muita gente com dúvidas e receio neste modelo de profissionalizar as gestões do times brasileiros.

Para você entender, a SAF foi criada pela Lei 14.193/2021 e aprovada em 6 de agosto de 2021. Lei que foi criada que permite os clubes serem transformados em empresas.

Alguns especialistas falam das principais diferenças da SAF para os modelos antigos na tributação.

"A diferença para o modelo do clube-empresa, constituídos nas formas já previstas pelo nosso ordenamento, é que a SAF tem uma tributação mais vantajosa que os outros tipos de regime, como a sociedade limitada ou anônima, por exemplo. Além disso, um outro benefício que podemos citar com a conversão em SAF é a centralização das dívidas cíveis e trabalhistas, configurando-se em uma alternativa viável para associações, sem fins lucrativos, que estavam em estado de insolvência.", disse um especialista.

Três clubes hoje adotaram a medida de clube-empresa: Cruzeiro, Botafogo e Vasco. Sabia a opinião dos outros clubes sobre este novo modelo de negócio.

AMÉRICA-MG: O América-MG está em busca de compradores, já que o contrato de exclusividade com a Kapital Football Partners se encerrou e o time busca novos interessados.

ATLÉTICO-PR: O Furacão demonstrou interesse na SAF, mas o clube afirmou que vai avaliar e tem muita cautela na hora de escolher um comprador.

ATLÉTICO-GO: o clube estaria buscando na Câmara uma ação para derrubar um veto e iniciar a mudança para o modelo SAF, segundo o Metrópoles.

ATLÉTICO-MG: o presidente do clube, Sérgio Coelho, por enquanto está avaliando desde o ano passado para uma mudança no futuro.

AVAÍ: dependendo da oferta, o clube estaria disposto a negociar.

BOTAFOGO: o clube foi adquirido por John Textor, além de ser sócio majoritário do time carioca, também é empresário e coproprietário do Crystal Palace, da Inglaterra.

CEARÁ: a nova gestão não deu declarações se é a favor do novo modelo.

CORINTHIANS: o presidente do time, Duílio, disse ser contra esse processo durante seu mandato. E que o assunto deve ser discutido com a nova gestão.

CORITIBA: em breve, podemos ver o Coxa vire SAF nos próximos tempos. Os sócios discutiram o assunto em pauta numa assembleia extraordinária e teve 95% votos a favor, segundo o Lance.

CUIABÁ: desde a sua fundação, o time já é clube-empresa. No ano passado, o clube mudou o estatuto para propiciar a adoção do modelo SAF.

FLAMENGO: o presidente do Conselho de Administração, declarou em suas redes sociais que a SAF não é o único jeito para o sucesso de um clube e que o Rubro Negro está bem estruturado.

FLUMINENSE: o clube das Laranjeiras não tem interesse em mudar para SAF.

FORTALEZA: o presidente Marcelo Paz disse no ano passado que o Leão do Pici não quer virar Sociedade Anônima.

GOIÁS: em entrevista, o presidente Gerliézer Paulo, afirmou que precisa virar SAF e a profissionalização dos demais setores.

INTERNACIONAL: no momento, o clube avalia os preços e os cenários que pode adotar para o futuro do Colorado.

JUVENTUDE: parece que o time não tem interesses no modelo SAF, já que o futuro são escassas.

PALMEIRAS: desde o início do seu mandato, Leila Pereira não tem intenção em adotar a SAF em sua gestão.

RED BULL BRAGANTINO: o clube de Bragança é clube-empresa sendo administrado pela Red Bull.

SANTOS: o peixe avalia o futuro do time, mas Ademir

Quintino declarou que a SAF não é a única maneira de quitar as dívidas.

SÃO PAULO: o clube paulista estuda a possibilidade da migração, de acordo com o diretor de marketing.

BAHIA: o clube é administrado pelo Grupo City e tem vivido tempos difíceis. Neste ano, o time está estudando para mudar os modelos da SAF.

BRUSQUE: o clube já tem investidores fixos e os bastidores não vieram à tona sobre o assunto.

CHAPECOENSE: o time autorizou para mudança de SAF. A única exigência é que não seja alterado o escudo, cores, hino e outros adereços de identificação.

CRB: o presidente estuda e avalia sem pressa sobre o assunto mas sem nenhum direcionamento.

CRICIÚMA: o presidente vem realizando reuniões constantes com os investidores para tomar uma decisão sobre o assunto.

CRUZEIRO: o clube se tornou SAF em dezembro de 2021. A negociação teve Ronaldo Fenônemo para o desfecho feliz e envolveu R$ 400 milhões.

CSA: o clube informou que recebeu algumas ofertas e vai avaliar para aderir a nova moda.

GUARANI: o clube até o momento não deu declarações sobre o tema.

GRÊMIO: no momento, o time não tem interesses em virar SAF, mas tem uma equipe que estuda o projeto.

ITUANO: o clube de ITU já é adepta do clube-empresa.

LONDRINA: o presidente Felipe Prochet encerrou as negociações com possíveis investidores e o processo da SAF deve acontecer em breve.

NAÚTICO: o clube fechou recentemente parceira com a CMS Service, empresa do mercado financeiro que vai ajudar nos estudos sobre a SAF.

NOVORINZONTINO: desde 2010 o time já é clube-empresa e não pretensões em relações à SAF.

OPERÁRIO: o clube está envolvido com outros assuntos mas que no momento não tem interesses em virar SAF.

PONTE PRETA: o presidente Marco Antônio Eberlin, disse em entrevista que não descarta a possibilidade de virar clube-empresa.

SAMPAIO CORRÊA: o presidente diz a favor da SAF e estuda para por em prática o quanto antes.

SPORT: o presidente disse que irá estudar sobre o assunto mas que vê com bons olhos a oportunidade.

TOMBENSE: o time já é clube-empresa e não foi divulgado informações sobre a possibilidade de virar SAF.

VASCO: a equipe fechou recentemente com a 777 Partners, também dona do Genoa, da Itália. O negócio envolve a quantia de 700 milhões.

VILA NOVA: o time estuda as possibilidades mas não deu declarações sobre a compra.

Reportagem: Marcelo Fernandes

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