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Quarta-feira, 15 de Abril 2026

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Conselheiros do Corinthians buscam impeachment de Osmar Stábile

Grupo solicita o afastamento preventivo do presidente para investigar irregularidades e novas controvérsias

Conselheiros do Corinthians buscam impeachment de Osmar Stábile
Futebol Interior
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São Paulo, SP, 15 – Um coletivo de conselheiros e sócios do Corinthians formalizou, na manhã desta quarta-feira, um pedido de destituição contra o presidente Osmar Stábile junto ao Conselho Deliberativo do clube. O grupo reivindica a suspensão cautelar do dirigente para viabilizar a apuração completa dos fatos. A equipe de reportagem tentou contato com Stábile, que até o momento não se manifestou. A notícia será atualizada caso haja um posicionamento.

A informação foi primeiramente divulgada pelo Uol e confirmada pelo Estadão. De acordo com o documento, ao qual a reportagem teve acesso, a solicitação de afastamento é fundamentada em “graves infrações estatutárias e legais que comprometeriam a integridade e a saúde financeira da instituição”, incluindo a desobediência a preceitos do Estatuto Social e da Lei Geral do Esporte.

Contexto da solicitação

A principal motivação do requerimento é uma alegada oneração indevida do Parque São Jorge. Em janeiro de 2026, o clube firmou um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para regularizar uma pendência financeira de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Como garantia para o pagamento, a diretoria ofereceu o complexo de imóveis que compõem a sede social do clube, avaliado em R$ 602,2 milhões.

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Em contrapartida, os autores do pedido de impeachment sustentam que tal ação violou o Artigo 3º do Estatuto Social, que exige a aprovação de pelo menos dois terços dos conselheiros em uma reunião convocada especificamente para esse fim, rito que, segundo eles, não foi observado.

O pedido ainda ressalta a “falta de transparência e o descumprimento de deveres de gestão”. A atual diretoria é acusada de negligenciar sistematicamente requerimentos formais sobre diversas questões, como a manutenção da Neo Química Arena, a substituição da administradora do fundo da Arena e a política de distribuição de ingressos.

Outras acusações relevantes

Outro ponto mencionado é a admissão, pelo próprio presidente em uma entrevista, da existência de “funcionários fantasmas” na folha de pagamento do clube, o que configuraria má gestão de recursos e uma possível fraude.

O documento também aponta para o não cumprimento dos prazos legais para a divulgação do balanço financeiro de 2025. Segundo as fontes, o balanço deveria ter sido publicado até o último dia de março de 2026, conforme previsto na Lei das S.A. e no Estatuto do clube, mas a omissão impede a fiscalização adequada pelos órgãos de controle e pelos associados.

Tramitação e signatários

O pedido de impeachment é assinado pelos seguintes conselheiros e associados: Marcelo Kahan Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, Yun Ki Lee, Peterson Ruan Aiello do Couto Ramos, José Augusto Mendes, Alexandre Germano, Cyrillo Cavalheiro Neto e Wilson Canhedo Jr.

Leonardo Pantaleão, que assumiu a liderança do Conselho Deliberativo após o afastamento de Romeu Tuma Jr., tem um prazo de cinco dias para encaminhar o documento à Comissão de Ética, de acordo com os ritos internos do clube.

FONTE/CRÉDITOS: Colaboração Futebol Interior
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