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A moderação da atividade produtiva, a queda da inflação e o impacto dos juros altos sobre o crédito motivaram o Copom a reduzir a taxa Selic para 13,75% ao ano.

As justificativas foram publicadas na ata da reunião desta terça-feira (22). O texto aponta uma desaceleração gradual em setores sensíveis ao ciclo econômico.

Apesar disso, o Banco Central observou que o mercado de trabalho continua aquecido e a economia demonstra resiliência frente aos desafios recentes.

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O documento reforçou que o arrefecimento da demanda agregada é fundamental para reequilibrar a oferta e direcionar a inflação para a meta estabelecida.

Inflação e crédito

A inflação ao consumidor perdeu força nos últimos meses. O índice cheio e as medidas subjacentes apresentaram recuo no período avaliado.

O mercado de crédito também refletiu o ambiente de política monetária restritiva, acompanhando o ritmo mais lento do crescimento nacional.

Cautela

Mesmo com os avanços, o Banco Central adotou tom cauteloso, pois as projeções inflacionárias continuam acima da meta nos horizontes analisados.

O colegiado destacou que cenários com expectativas desancoradas exigem manutenção da restrição monetária por um período mais prolongado.

Incertezas internacionais, como tensões no Oriente Médio, também foram mencionadas como fatores de atenção para os próximos meses.

Por fim, o Copom reiterou que seguirá monitorando o cenário econômico para garantir a convergência da inflação no horizonte relevante.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Peduzzi - Repórter da Agência Brasil