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Em meio a um cenário administrativo conturbado fora dos gramados, o Corinthians efetuou o pagamento de R$ 8 milhões para abater sua dívida com a União, em um movimento previsto no acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Apesar do repasse inicial, o clube alvinegro ainda mantém pendências no valor de aproximadamente R$ 19 milhões nesta frente de renegociação.
A transação tributária, formalizada em fevereiro deste ano, foi desenhada para regularizar um passivo fiscal total estimado em R$ 1,2 bilhão. Com as negociações, o Timão obteve um desconto de 46,6% em juros, multas e encargos, assumindo o compromisso de quitar R$ 679 milhões por meio de recursos próprios.
Detalhamento do passivo e condições
Do montante original renegociado, aproximadamente R$ 1 bilhão refere-se a tributos não previdenciários, enquanto R$ 200 milhões correspondem a débitos previdenciários e R$ 15 milhões referem-se a débitos do FGTS. As regras para quitação foram definidas conforme a categoria de cada pendência financeira.
No caso das pendências relativas ao FGTS, o clube aderiu ao plano da Caixa Econômica Federal, que garantiu uma redução superior a 30% do saldo devedor com opção de parcelamento em até 60 vezes. Já as contribuições sociais vinculadas à Lei Complementar nº 110/2001 exigiram pagamento único, acompanhado de abatimento de 70% sobre os encargos.
Como garantia para a efetivação do pacto fiscal, a diretoria alvinegra ofereceu repasses futuros do concurso de prognósticos Timemania. Além disso, a própria sede social do clube, o Parque São Jorge — avaliado no processo em R$ 602,2 milhões —, foi colocada como garantia no acordo com o governo federal.
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