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O Coritiba acionou a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) para cobrar cerca de R$ 1,2 milhão do Santos referente à negociação do lateral-direito JP Chermont com o Sharjah FC. A cobrança formal ocorreu após o clube paranaense confirmar que os árabes efetuaram o pagamento da transferência do atleta.

Divergências sobre prazos e pagamentos

O valor cobrado pelo Coxa refere-se à taxa de vitrine estipulada durante o empréstimo do jogador. Por sua vez, a diretoria do Peixe sustenta que o repasse só deveria ocorrer quando o atleta atingisse metas no clube dos Emirados Árabes. Já a equipe paranaense nega essa versão e afirma que apenas o lateral aceitou adiar sua fatia de R$ 1,9 milhão.

Além disso, o Santos declarou não ter sido notificado oficialmente pela ANRESF. O departamento jurídico alvinegro analisa a possibilidade de efetuar uma compensação de valores, alegando possuir créditos a receber do Coritiba que já estão inclusos no processo de recuperação judicial da equipe sulista.

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Detalhes da negociação financeira

A transação de JP Chermont com o Sharjah FC foi selada no final de setembro por US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,9 milhões na época), além de US$ 1 milhão condicionado a metas. O Alvinegro Praiano detinha 75% dos direitos econômicos e passou a ter 80% da fatia fixa após acordo com o próprio defensor.

Cria das categorias de base santistas, o lateral-direito atuou emprestado ao Coritiba na temporada de 2026. Ele possuía vínculo contratual com o clube paulista até dezembro de 2027 antes da transferência para o futebol do Exterior.