Segundo dados da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), o número de pacientes com a doença no Brasil ultrapassa os 12 milhões, contagem realizada em abril deste ano, e não para de crescer. Dentre as várias complicações crônicas associadas à doença, o “pé diabético” é altamente frequente.
Estima-se que nos países em desenvolvimento, 25% dos pacientes com diabetes desenvolverão pelo menos uma úlcera nos pés durante a vida, de acordo com a SBD. Por esse motivo, portadores da doença devem incluir uma rotina diária de cuidados, que ajudam a evitar complicações e, caso elas surjam, a identificação e o tratamento precoce aumentam a chance do sucesso no tratamento.
Maria Fernanda Gregio Ronchesel, docente da área de saúde e bem-estar do Senac Araraquara, orienta que os diabéticos devem observar ocorrências como alterações na coloração da pele, temperatura, edemas (inchaço), lesões, feridas ou sangramentos. “O autoexame diário pode salvar o paciente de muitos problemas graves e caso não consiga fazer essa análise, é importante pedir a ajuda de um familiar ou utilizar um espelho”, orienta.
Para os cuidados diários, a especialista indica lavar os pés e secá-los muito bem, principalmente entre os dedos, fazer uma hidratação em áreas ressecadas e utilizar calçados confortáveis, sem costura interna e que se ajustem adequadamente ao corpo.
“Caso note algum problema ou mesmo se ficar na dúvida sobre o que fazer, procure ajuda especializada”, destaca a docente. Segundo ela, o profissional indicado para orientações é o podólogo, que tem conhecimentos sobre possíveis problemas e também é capaz de realizar alguns tratamentos farmacológicos e fitoterápicos, como a fototerapia, corrente de alta frequência, além de indicar os cosméticos necessários e técnicas específicas para diferentes podopatias.
O Senac Araraquara prepara profissionais para atuar na área com excelência e cuidado. “Temos cursos técnicos, livres e de especialização focados na podologia nos quais o aluno aprenderá sobre os desafios reais da profissão dentro e fora da sala de aula e utilizará os laboratórios do Senac para realizar atendimentos à comunidade. Uma imersão da teoria com a realidade prática”, explica Maria Fernanda.