Todos os olhos estavam em Christian Eriksen, mas o meia teve atuação discreta no empate em 0 a 0 entre Dinamarca e Tunísia, nesta terça-feira, pelo Grupo D da Copa do Mundo. Favorita no confronto, a seleção europeia não conseguiu imprimir seu ritmo de jogo e teve um duelo equilibrado com os africanos em uma partida de poucas emoções, no que foi o primeiro 0 a 0 do Mundial do Catar.
Em junho do ano passado, Eriksen, principal jogador da seleção dinamarquesa, sofreu uma parada cardíaca no duelo com a Finlândia, na Eurocopa. Depois de cerca de 15 minutos de atendimento em campo para ressuscitá-lo, o jogador saiu do campo de maca, auxiliado por um balão de oxigênio e foi levado a um hospital. Ele passou por uma cirurgia para colocar um cardioversor desfibrilador implantável (CDI), destinado à regulação da frequência cardíaca, e acabou retornando aos gramados.
BUROCRÁTICO
A Dinamarca foi semifinalista da Eurocopa e vinha de resultados consistentes no atual ciclo para a Copa do Catar, incluindo duas vitórias sobre a França, neste ano, pela Liga das Nações da Uefa, mas fez um jogo abaixo do esperado. A equipe nórdica fez um primeiro tempo burocrático diante da Tunísia, sem reproduzir as atuações seguras que teve ao longo de 2022.
Do outro lado do confronto, a o time africano era organizado e valente em campo. A estratégia para vencer era jogar nos contra-ataques. Até chegou a abrir o placar apostando nessa estratégia aos 23 minutos com Jebali, mas a arbitragem corretamente anulou o gol por impedimento. Fora do campo, os animados tunisianos tomaram conta das arquibancadas e fizeram uma bonita festa.
POUCA EMOÇÃO
Após o intervalo, os contra-ataques da Tunísia voltaram a trazer perigo para a Dinamarca, que só circulava a bola e não encontrava espaços para finalizar. Aos dez minutos, Skov Olsen aproveitou o bate-rebate na área e abriu o placar para os dinamarqueses, mas o gol foi anulado após a marcação de impedimento.
Aos 22, Eriksen arriscou um chute de fora da área, mas parou no goleiro, que mandou para escanteio. Na cobrança, Cornelius cabeceou na trave. O jogo voltou a esfriar até os acréscimos, quando o árbitro César Arturo Ramos foi à cabine do VAR checar um possível pênalti a favor da Dinamarca, mas descartou a marcação.
O resultado garantiu um ponto importante para a Tunísia e dois desperdiçados para os dinamarqueses.
