O eclipse solar anular é um fenômeno natural, esperado ansiosamente por milhares de pessoas, desejando acompanhar o movimento da lua entre a Terra e o sol, “cobrindo” a estrela central do sistema solar parcialmente. O problema é que essa ocorrência, atípica e muito divulgada, pode causar problemas à qualidade da visão.
A tese de doutorado da médica oftalmologista, diretora do Hospital de Olhos Dr. Ricardo Guimarães, Juliana Guimarães, apontou que olhar diretamente para o sol não é uma ação recomendada. “O brilho tem potencial para desenvolver danos à retina, através da maculopatia ou retinopatia solar. Trata-se de uma lesão foto-traumática na mácula, região central da retina, após extensa observação, direta ou indireta, de focos luminosos intensos, artificiais ou não. Os danos surgem até 4 horas após a exposição, provocando riscos, como distorção visual e a perda total ou parcial da visão, através de um escotoma, deixando uma mancha preta ou deformação no campo de visão”, explica.
O eclipse ocorrerá na tarde de amanhã, 14 de outubro, sendo perceptível pela diminuição da claridade, contudo, isso não significa que olhar para o céu é seguro. A estimativa, em algumas partes do país, é de que o Sol esteja 90% coberto, ou seja, uma parte da estrela ainda estará visível, formando o chamado “anel de fogo”, que ainda emite um brilho muito forte para o olho humano. O estado de Minas Gerais terá um efeito parcial, ou seja, a estrela estará menos coberta e, consequentemente, ainda mais brilhante.
Alguns acessórios permitem viver a experiência em segurança. Contudo, vale alertar que os filmes fotográficos e raios-x não são uma boa opção, pois não protegem os olhos dos raios ultravioleta e, até mesmo, os óculos com lente especial, não são eficientes o suficiente.
A recomendação é procurar por óculos próprios para eclipses, que podem ser encontrados na internet a baixo custo.